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ECONOMIA

Capital emocional é fundamental

Relação estável e equilibrada é apontada como elemento tão importante quanto o próprio capital financeiro para abertura do negócio.

Publicado em 11/08/2013 às 13:00


Tão ou mais importante que o capital financeiro para abertura de um negócio é o chamado 'capital emocional'. Se a relação pessoal estiver no 'azul', está um passo à frente para lidar com as dificuldades que os negócios vão proporcionar ao casal.

A defesa é a do consultor empresarial José Carlos Ignácio ao afirmar que antes de firmar uma sociedade entre cônjuges é necessária uma relação estável e harmônica para que a empresa tenha mais possibilidade de obter êxito. Duas pessoas que tenham uma relação desestruturada “não tem nenhuma chance de gerar uma sociedade vencedora”.

Como em qualquer empresa, na implantação de um empreendimento com a esposa ou o marido, também deve-se definir quem será o líder ou o chefe do negócio.

O consultor José Carlos Ignácio diz que na hora de estabelecer a hierarquia vale usar como referência “o real expertise de cada um”.

“Se o casal já tem uma relação positiva, uma análise honesta de quem deva assumir a liderança do negócio tende a ser consensual”, explicou.

Mas essa não foi a estratégia usada para Maria de Fátima Jordão Nóbrega, 44 anos, e João Nito Nóbrega, 49, que há quase duas décadas trabalham com restaurante e lanchonete. O negócio, ou melhor a Status Lanche, no Centro de João Pessoa, começou com o pai de João Nito. Desde solteiro ele ajudava na empresa fundada em 1983. Mas, por motivo de saúde, o antigo dono se afastou e João Nito assumiu os negócios em 1998, juntamente com a esposa.

“Não estabelecemos quem seria o líder ou chefe. Os dois contratam funcionários e dependendo da disponibilidade, de cada um vai resolvendo os problemas que surgirem”. Depois da gerência em dupla, o negócio emplacou e eles compraram outro ponto em 2008, a Status Grill.

“Hoje meu marido fica num ponto e eu no outro. Não é fácil separar a vida de casado com os negócios, mas conversamos muito e graças a Deus nunca tivemos problemas. Mas sei que marido e mulher trabalhando juntos é complicado. Tinha dois empregados que trabalhavam juntos na Status e tive que separá-los por causa das brigas. Não é com todo mundo que funciona a junção de casa e trabalho”, confessou Maria de Fátima.

PSICÓLOGA EM ORGANIZAÇÃO DESACONCELHA SOCIEDADE

A psicóloga em organização e especialista em terapia de, Maria Helena Morais, não acredita em um desfecho positivo quando se envolve empresa de casais numa sociedade.

A partir de algumas experiências vividas no consultório e fora dele, a psicóloga afirma que a vida a dois ou a empresarial sairá prejudicada mais cedo ou mais tarde. Por isso, ela não aconselha este tipo de envolvimento entre os cônjuges.
Brigas, ciúmes, disputas e outros sentimentos podem vir à tona na relação empresa X família e uma das instituições acaba chegando ao fim.

“Mesmo para os casais muito maduros, que dialogam bastante, é muito complicada esta situação. É praticamente impossível não levar problemas pessoais para o trabalho e vice-versa. Passar 24 horas ao lado um do outro também pode se tornar cansativo. Por isso, não sou a favor deste tipo de negócio. Deve-se sempre perguntar, será que é viável?”, indagou a psicóloga.

Ela disse que já viu vários exemplos mal sucedidos nesta área.

A psicóloga presenciou casamentos desfeitos, empresas faliram e, em um exemplo recente, constantes discussões entre dois companheiros. "Isso porque a mulher não admite mais que o marido traga funcionárias para a empresa. E se o negócio acaba, um pode ficar culpando o outro pelo fracasso”, frisou.

UNIÃO UNIVERSAL PROÍBE EMPRESA

Uma peculiaridade que vale ser lembrada na sociedade entre casais é o fato do homem e a mulher serem casados em comunhão total de bens, ou seja, no regime de comunhão universal. Se isso ocorrer, a contadora Zuleide Araújo explicou que a sociedade não pode ser concretizada. Segundo ela, o compartilhamento de uma empresa entre cônjuge só pode ser realizado se ambos, marido e mulher, forem casados em comunhão parcial de bens. “Por que na comunhão universal tudo o que é de um é do outro, tanto antes de casar como depois.

Então, não faz sentido o marido e a mulher serem sócios. É como se eles estivessem abrindo uma sociedade deles mesmos”, explicou.

Segundo ela, antigamente era possível haver este tipo de transação entre marido e mulher, independente da forma como eles oficializaram a união. Mas isso mudou, desde que o Novo Código Civil entrou em vigor, em 2003.

Essa alteração fez toda diferença quando o empresário João Batista Macedo de Albuquerque tentou abrir uma sociedade com sua esposa, Sandra Maria de Barros, em 2006. Eles tinham uma empresa antiga, que funcionava desde 1988 no Recife, em Pernambuco, no ramo de bebidas. Mas quando tentaram transferi-la para a Paraíba não foi possível porque o Novo Código Civil já estava em vigor. Então, foram alertados sobre a impossibilidade pela contadora Zuleide Araújo. “Eu pretendia transferir a minha antiga empresa e mudar o seu objetivo, trabalhar com a comercialização de gás de cozinha, mas como não foi possível, tive que abrir uma nova empresa”, explicou João Batista Macedo.

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Jornal da Paraíba

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