icon search
icon search
home icon Home > economia
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
Compartilhe o artigo
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
compartilhar artigo

ECONOMIA

Comércio no entorno de cemitérios em declínio

Vendedores dizem que a falta de segurança e os constantes assaltos dentro do cemitério reduziram o movimento e os lucros.

Publicado em 01/11/2013 às 6:00 | Atualizado em 18/04/2023 às 17:37

As vendas de produtos para o Dia de Finados estão em declínio para comerciantes no entorno dos cemitérios. Para os comerciantes que ficam na proximidade do cemitério Senhor da Boa Sentença, em João Pessoa, a data incrementava o faturamento em anos atrás. Atualmente, porém, os comerciantes não conseguem 50% do faturamento do passado, devido à diminuição dos visitantes do cemitério, reflexo também da insegurança no local.

Presente há mais de 30 anos no local, a Deda Flores acompanha de perto o declínio do mercado de flores para cemitérios. O proprietário do local, Gutemberg Barbosa, disse que nunca foi tão difícil sobreviver da renda gerada pelo cemitério. “A loja já pertenceu a meu avô, meu pai e hoje está comigo. Anos atrás, no Dia de Finados, nosso faturamento era exorbitante em média R$ 15 mil. Hoje não chegamos a R$ 5 mil.

Há 15 anos atrás, 60% do faturamento da floricultura vinha dos produtos destinados ao cemitério, hoje não passa de 5%”, disse.

Um dos fatores preponderantes para este cenário, segundo Gutemberg Barbosa, é a mudança de hábito da população, que tem medo de visitar o Cemitério da Boa Sentença. “Muita gente hoje vai para os cemitérios particulares porque eles têm toda uma infraestrutura de segurança no local. No Boa Sentença é muito comum ver assaltos dentro do cemitério, por isso as pessoas não se sentem seguras em entrar, isso causa prejuízo para a gente”.

A zeladora Luzimar da Silva Soares trabalha desde os sete anos no cemitério. Hoje, com 22 anos, ela diz que é difícil faturar o mesmo do passado. “Eu já cheguei a tirar R$ 1 mil por mês, juntando todos os serviços que eu fazia. Agora não consigo nem R$ 400. O movimento está fraco demais. Na época de Finados a gente até consegue um pouco mais, mas ainda assim não chega ao que eu conseguia há um tempo atrás”.

Luzimar disse que a insegurança ainda existe no local, mas acredita que esse cenário deve mudar nos próximos anos. “As pessoas estão investindo menos na limpeza dos túmulos, elas ficaram com medo de visitar o cemitério. Mas agora nós temos alguns seguranças, que impedem os bandidos de roubarem no local”, contou.

Segundo informações da Divisão de Cemitérios de João Pessoa, o Senhor da Boa Sentença, que possui cerca de 95 mil m², conta com quatro seguranças trabalhando em cada turno.

FORNECEDORES

Outro problema enfrentado pelos floristas no entorno dos cemitérios da região são os atuais embates com os floricultores, que cada vez mais entram no mercado de vendas de flores, conforme explicou Gutemberg Cardoso. “Anos atrás nós vendíamos um saco de monsenhor a R$ 15,00, hoje vendemos em média por R$ 20,00.

Ou seja, tivemos pouco aumento no valor dos nossos produtos, mas os custos com água, luz, entre outros, aumentaram muito. Além disso, estamos competindo com muitos fornecedores, que vendem seus produtos por preços bem abaixo dos nossos”, disse.

Segundo o comerciante, os floricultores estão adentrando o comércio de flores na capital, gerando uma competência desleal no setor.

“Nós compramos um saco de monsenhor por R$ 10,00 e vendemos por R$ 15,00. O fornecedor abre uma loja e vende ao consumidor (final) o Monsenhor pelo mesmo valor que me vende.

Como vou competir com um mercado desses? Por isso hoje em dia não conseguimos ganhar a vida com os cemitérios, temos que investir no segmento de decoração de festa e casamento”, disse Gutemberg.

Já nos hipermercados, o Dia de Finados é o maior pico de venda de flores nas lojas do Bompreço e Hiper na Paraíba. Para este ano, o resultado deve ser 15% maior que o registrado em 2012. Nas unidades da cidade, as flores mais procuradas são crisântemos, kalanchoes, calandivas e violetas. Mais de 60% da venda acontece hoje, véspera da data.

Imagem

Jornal da Paraíba

Tags

Comentários

Leia Também

  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
    compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp