MERCADO EM MOVIMENTO
João Pessoa tem o 6º maior aumento no custo da cesta básica entre as capitais do país
Saiba quais foram os 10 itens que apresentaram elevação e os dois com redução de preço, em maio, segundo Conab e Dieese
Publicado em 12/06/2026 às 12:04

Uma pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB), apontou que, neste último mês de maio, o custo da cesta básica aumentou em todas as 27 capitais do Brasil.
João Pessoa ganhou destaque negativo ao figurar como a sexta capital com o maior aumento no custo da cesta, entre abril e maio, com elevação de 6,22%. À frente da capital paraibana só ficaram o Recife (8,05%), Florianópolis (7,81%), Fortaleza (7,48%), Porto Alegre (7,24%) e Maceió (6,68%).
O custo da cesta básica na maior cidade da Paraíba ficou em R$ 718,50 no referido mês. Em relação a maio de 2025, houve um aumento de 12,84%. Já o acumulado de janeiro a maio de 2026 chega ao assustador percentual de 20,22%, já que estamos falando dos itens básicos da alimentação em um estado com a maioria da população pobre.

Os vilões da cesta básica
Entre abril e maio, 10 dos 12 produtos que compõem a cesta básica ficaram mais caros. Veja a lista:
Tomate (31,41%)
Feijão carioca (7,58%)
Leite integral (6,11%)
Farinha de mandioca (2,81%)
Carne bovina de primeira (1,75%)
Arroz agulhinha (1,39%)
Manteiga (0,69%)
Pão francês (0,44%)
Açúcar cristal (0,29%)
Óleo de soja (0,11%)
Banana (-2,10%)
Café em pó (-1,63%).
Salário Mínimo Ideal
O Dieese também divulgou seu famoso cálculo do salário mínimo que o brasileiro deveria ter para manter uma família com quatro pessoas. E mais uma vez o valor ficou muito além da realidade. Para suprir as despesas básicas, como alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o salário mínimo deveria ter sido, em maio, de R$ 7.999,44. É praticamente um sonho impossível para quem enxerga na conta os R$ 1.621 atuais, que milhões de trabalhadores recebem. O mínimo ideal está quase cinco vezes acima do praticado no Brasil. Uma diferença brutal aferida por um departamento sério que faz as contas em centavos e reflete a fragilidade financeira das famílias brasileiras. Segundo os economistas, os baixos salários estão, inclusive, entre os principais fatores do superendividamento no país.

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