icon search
icon search
home icon Home > economia
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
Compartilhe o artigo
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
compartilhar artigo

ECONOMIA

Paraíba pode ficar sem gasolina no final do ano

Paraíba é um dos seis estados mais vulneráveis ao desabastecimento de gasolina. 

Publicado em 06/11/2012 às 6:00


Os paraibanos que estão pretendendo viajar de carro neste final de ano correm risco de ter de enfrentar uma verdadeira crise de abastecimento de gasolina. O consumo recorde do combustível em 2012, a falta de capacidade interna de produção, os problemas de infraestrutura dos portos de armazenagem e a distribuição são alguns dos fatores que podem pôr em risco a oferta de gasolina na Paraíba, um dos seis estados mais vulneráveis do país, segundo reportagem da Folha de São Paulo.

O fato já vem preocupando o Governo Federal. Além da Paraíba, que depende mais de transporte marítimo para ser abastecida, os Estados mais vulneráveis estão localizados nas regiões Norte e Nordeste. Outros cinco estados estão na lista: Ceará, Pará, Maranhão, Rio Grande do Norte e Amapá, sendo que este último chegou a ficar sem o combustível no mês passado. O elevado índice do consumo (neste ano, a quantidade de gasolina comercializada no país deve chegar aos 30 bilhões de litros) deve ser agravado pela chegada dos últimos dois meses do ano, quando o consumo costuma ser 10% superior à média registrada nos bimestres anteriores.

“O grande problema é que a demanda permanece superior à oferta. Além disso, a entrega do combustível através dos navios foi modificada para que o preço não aumentasse tanto. Por exemplo, se uma determinada quantidade de combustível era entregue semanalmente, agora isso passou a ser realizado a cada 15 dias. Isso está acontecendo em vários estados, mas o diferencial da Paraíba é que nosso Porto é pequeno e sua capacidade de armazenamento também”, declarou o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado da Paraíba (Sindipetro-PB), Omar Hamad Filho.

Sobre uma possível elevação do preço, Omar esclarece que o reajuste deve se repetir em todo o país. “Não é uma particularidade daqui, mas essa alta deve acontecer no Brasil todo. É difícil sustentar os custos de produção e a escassez do combustível. Esse tipo de problema já ocorreu em outros momentos, a questão é que agora o etanol não está mais competitivo economicamente”, disse. Ainda de acordo com a Folha de São Paulo, o Governo Federal já está traçando um plano de emergência que envolve a ampliação da capacidade de transporte e de armazenamento.

Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), de janeiro a setembro deste ano foram vendidos 427,952 milhões de litros gasolina na Paraíba, o que representou uma alta de 15% com relação ao consumo do mesmo período de 2011, que foi de 371,915 milhões de litros. Já o etanol, que tem 13 vezes menos consumo que a gasolina na Paraíba (32,184 milhões de litros) no acumulado dos nove meses deste, amarga queda de 6,54% na bomba sobre o mesmo período do ano passado (46,281 milhões de litros).

Contactada pela reportagem do JORNAL DA PARAÍBA, a Petrobras Distribuidora disse que não iria se pronunciar sobre o assunto no momento.

Imagem

Jornal da Paraíba

Tags

Comentários

Leia Também

  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
    compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp