EDUCAÇÃO
Gêmeas desenhistas ilustram paredes de escola em Campina Grande
Diretor da escola onde irmãs gêmeas estudam convidou as meninas para pintar parte das paredes da instituição como forma de incentivo.
Publicado em 10/01/2026 às 20:17

Maria Clara e Maria Carolina Fortes são irmãs gêmeas que começaram a desenhar aos três anos de idade. A paixão pelo desenho fez com que as meninas aprendessem a pintar, fazer arte em papel e aperfeiçoar traços em diferentes tipos de arte – o que rendeu para as gêmeas um convite para estampar as paredes de uma escola municipal em Campina Grande.
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Atualmente com 12 anos, as irmãs gêmeas já tiveram o talento reconhecido pelo diretor da escola onde estudam, no Complexo Aluízio Campos, onde parte da estrutura ficou repleta de desenhos e pinturas.

“Aqui dentro da escola a gente tenta fazer o possível para que esse talento se desenvolva, oferecendo espaço para que elas pintem. É um incentivo, de certa forma”, disse o diretor Diego Rocha Guedes.

De acordo com o artista plástico José Brito Andrade, a iniciativa da instituição de promover o trabalho artístico das gêmeas dentro do ambiente escolar vai além da estética e está ligada à didática e conexão que pode ser estabelecida entre os alunos por meio da arte.
“Esse projeto de arte nas escolas é de interagir com o público, trabalhando não só com a beleza, mas também com a didática”, afirmou o artista.
Irmãs gêmeas querem ser designers
Ainda que estejam apenas no começo da adolescência, Clara e Carolina já afirmam com certeza que querem estudar design no futuro. Os interesses das gêmeas, no entanto, são bem diferentes: uma gosta de desenhar personagens de anime, enquanto a outra opta pela arte sacra.
“Eu quero ser designer católica para fazer coisas litúrgicas, designs, essas coisas”, explica Carol.
As irmãs gêmeas tinham o sonho de ganhar um computador para conseguirem desenhar de forma virtual e potencializar as habilidades artísticas no ambiente digital, e foram presenteadas pelo projeto Computador Nota Dez, pertencente ao Laboratório de Tecnologia Agroambiental da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).
O projeto recebe e recupera computadores usados para a comunidade, e as meninas foram escolhidas para serem presenteadas com uma das máquinas restauradas.
“Eu tô feliz agora. Eu fiquei o ano passado inteiro treinando animação só para isso, para um dia realizar o meu sonho [de ter um computador para desenhar]”, disse Clara, animada com a possibilidade de criar arte em aplicativos 3D.
De acordo com a mãe das meninas, o tempo de uso do computador é dividido de forma igualitária entre as duas, que se alternam desenhando.
“Eu divido, coloco uma hora [de uso] para cada e aí elas vão desenhando. Elas já nasceram com esse dom da arte, do desenho, de pintar, de manusear. Tudo é um dom de Deus” disse a mãe, Marlin Silva. “Eu creio que vai ser um ótimo instrumento para o futuro delas”, afirmou.

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