EDUCAÇÃO
Jovens deixam menos o Sertão da PB em busca de trabalho: ‘aplicar o que aprendi na minha terra’
Economista avalia mudança econômica que ajudou a fomentar o pensamento de jovens do Sertão a permanecer em suas terras.
Publicado em 30/11/2025 às 8:22 | Atualizado em 30/11/2025 às 13:45

O movimento de permanência entre jovens nascidos no Sertão da Paraíba vem ganhando força nos últimos anos, pelo menos é o que apontam os casos de adolescentes que ficam em cidades menores no estado para trabalhar e, principalmente, desenvolver negócios de empreendedorismo.
A mudança, antes quase impensável, agora é percebida nas histórias de quem viveu a necessidade de migrar e de quem escolhe ficar para construir o futuro onde nasceu. É o caso da trajetória de Luzilânia Bandeira Duarte, moradora de Poço de Moura, que traduz bem esse momento. Ela relembra que, durante a juventude, “a única saída era ir embora”, tamanha a ausência de escolas e estrutura básica.
“Na minha época, nem escola tinha aqui. Para estudar, a gente precisava sair de Poço de Moura. Não havia ensino médio, nem internet. Eu fui embora porque queria trabalhar, mas se tivesse as oportunidades que existem hoje, eu não teria saído de forma alguma”, contou.

Ela recordou alguns sacrifícios que fazia para estudar, entre eles, viajar para Cajazeiras, todas as sextas-feiras para fazer um curso de computação.
Atualmente, segundo conta ela, a realidade começa a tomar outro rumo. Ela explicou que o acesso à educação, transporte e programas de qualificação foram aumentados, e no caso dela a trajetória passou a ser de permanência.
A jovem Maria Layany Anacleto é um outro exemplo dessa nova situação relatada. Ela, também do Sertão, sempre quis aplicar os conhecimentos oriundos dos estudos na própria cidade e região, não tendo que sair para outras áreas.

“Eu sempre acreditei que aqui no Sertão, perto da minha família, eu poderia construir minha carreira e ser próspera. Meu sonho sempre foi aplicar o que aprendi na minha terra e transformar a vida das pessoas ao meu redor. Quando a gente tem propósito, não é o tamanho do lugar que limita, mas a nossa fé e determinação”, afirmou.
Ambas as jovens fazem parte de uma associação no Sertão que trabalha com intuito de fomentar a permanência desses jovens na região.

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