Confira dicas de livros que podem contribuir para a redação do Enem

Das obras podem ser retiradas citações ou a temática pode auxiliar na competência de contextualização.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) exige cinco competências a serem avaliadas na redação, entre elas estão o 1.domínio da escrita formal da língua portuguesa; 2.compreensão do tema e não fugir do que é proposto; 3. selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; 4. conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação; e 5. respeito aos direitos humanos.

A terceira competência contempla a capacidade de contextualização dos estudantes, que tem a ver com o uso de conhecimentos gerais assimilados de diversas fontes ao longo do tempo de estudo. Entre as possibilidades de fonte estão os livros. Apesar de, diferente de outros vestibulares, o Enem não selecionar leituras obrigatórias para o exame, ler auxilia no aprimoramento da escrita, bem como na criação de bagagem para construção das ideias. 

Por isso, o Jornal da Paraíba preparou uma lista com livros que, se lidos durante a preparação para prova, podem auxiliar na formação de repertórios variados para quem quer mandar bem na redação do Enem. Confira:

    • Sociedade do cansaço (2010) – Byung-Chul Han

    O livro é composto por um ensaio sobre os efeitos provocados pelas mudanças sociais, culturais e econômicas do século 21. Para o autor, os indivíduos na sociedade pós-moderna são, agora, senhores e escravos de si mesmos, vivendo numa sociedade movida pela performance e pela constante cobrança de si mesmo. O sul-coreano se propõe a entender como se dá às relações humanas e materiais nesta nova dinâmica. O livro já se tornou fonte de debates de podcasts, virou série da GNT e segue levantando diálogos.

 

 

 

    • Quarto de despejo (1960) – Carolina Maria de Jesus

    Outra obra marcante da literatura brasileira, o livro, escrito em primeira pessoa, conta a vida de uma mulher negra nascida e criada na favela de Canindé. São diários datados onde Carolina narra como consegue sobreviver sendo catadora de lixo e metal em São Paulo e como a falta de dinheiro e de outro tipo de trabalho afetam a sua vida. A desigualdade social e os sofrimentos da parcela mais pobre da sociedade são dois dos vários pontos envolvidos no diálogo em linhas.

 

 

 

    • Modernidade Líquida (1999) – Zygmunt Bauman

    o livro é quase carta marcada nas redações do Enem. Apesar de muito referenciado, segue sendo uma boa alternativa quando se pretende contextualizar utilizando uma análise das mudanças relacionais a partir dos avanços tecnológicos e geopolíticos. Segundo Bauman, a modernidade imediata é “leve”, “líquida”, “fluida” e infinitamente mais dinâmica que a modernidade “sólida” que ficou para trás. As reflexões passam pelos relacionamentos amorosos e desaguam em relações trabalhistas e de convívio cotidiano.

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    • Sapiens – Uma Breve História da Humanidade (2011) – Yuval Harari

    Um livro que divide o progresso da humanidade em três grandes revoluções: A cognitiva, a agrícola e a científica. As reflexões do autor passam por estudos da história, da sociologia, da filosofia, da geografia e da neurociência. Os avanços tecnológicos estão, amplamente, presentes nas análises. O autor também discute no final do livro sobre as consequências futuras de certos avanços científicos, como o avanço da inteligência artificial e a busca pela imortalidade.

 

 

 

 

    • Eu sou Malala (2013) – Malala Yousafzai

    Uma história autobiográfica sobre educação, lutas das mulheres por acesso e os impactos do machismo quando alcança seu extremo. Conta a jornada de uma família exilada pelo terrorismo global. O livro acompanha a infância da garota no Paquistão, os primeiros anos de vida escolar e as durezas da vida numa região marcada pela desigualdade social. É, sem dúvida, um retrato histórico. A autora ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2014 pela sua luta em defesa dos direitos de meninas e mulheres.

 

 

    • O filtro invisível (2012) – Eli Pariser 

    A obra popularizou o conceito de “bolhas” e “filtros invisíveis” na Internet. O autor descreve o modelo de negócio do Google e explica os problemas da personalização excessiva de conteúdos nas redes sociais, como o algoritmo. Para Eli Pariser, os algoritmos restringem a experiência de vida e prejudicam a criatividade, a inovação e o convívio democrático com as diferenças. O autor aponta, ainda, soluções para lidar com o problema dos novos tempos.

 

 

 

  • O diário de Anne Frank (1947) – de Anne Frank

É uma relato de clausura. Anne Frank era uma jovem judia vivendo na Alemanha nazista em tempos de Segunda Guerra Mundial. A adolescente escreveu sobre os medos de um sistema supremacista e sobre os sonhos de juventude apesar do caos. No período de 12 de junho de 1942 até 1° de agosto de 1944, retratou em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Guerra. Ao fim de muitos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Os horrores do holocausto são retratados com detalhes.