EDUCAÇÃO
Pesquisa da UFCG revela que inseticidas podem comprometer o voo de abelhas
Abelhas são importantes polinizadores na produção de alimentos e contribuem para a biodiversidade e a segurança alimentar global.
Publicado em 11/01/2026 às 7:57

Uma pesquisa na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) revelou que inseticidas podem comprometer a habilidade de voar das abelhas. O estudo está sendo desenvolvido pela acadêmica Juliana Coutinho, estudante do mestrado em Horticultura Tropical da universidade.
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A pesquisa foi realizada no Laboratório de Entomologia da UFCG, no campus de Pombal, e avaliou os níveis de toxicidade dos inseticidas na sobrevivência e capacidade de voo da abelha africanizada Apis mellifera.
O estudo das abelhas foi publicado na revista Brazilian Journal of Biology, e é fruto da pesquisa de mestrado em de Juliana Coutinho com orientação do professor Ewerton Marinho.
Como estudo com abelhas foi feito?
Abelhas adultas foram expostas aos inseticidas do tipo Clorantraniliprole e Ciantraniliprole de dois modos: por meio da pulverização direta sobre as abelhas e ingestão de dieta contaminada. O estudo apontou que ambos os inseticidas causaram baixa mortalidade, porém a capacidade de voo das abelhas foi afetada, pelo modo de exposição por pulverização direta nas maiores doses testadas.
As abelhas são consideradas importantes polinizadores na produção de alimentos e contribuem para a biodiversidade e a segurança alimentar global. Portanto, qualquer prejuízo na mobilidade pode proporcionar falhas na polinização e redução drástica na obtenção de alimento.
Segundo o professor Ewerton Marinho, os resultados do trabalho são importantes para orientar produtores sobre inseticidas mais prejudiciais e ressalta ainda que “é preciso avaliar os inseticidas em condições reais de campo, considerando fatores ambientais como temperatura, vento e horário de aplicação”.

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