EDUCAÇÃO
Projeto da Prefeitura já atendeu 285 crianças que vivem nas ruas da Capital
Realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), Ruartes foi criado em 2006. Reintegração familiar e retorno à escola são metas principais.
Publicado em 08/06/2009 às 11:30
Da Redação
com informações da Secom/JP
Programa de Abordagem de Rua à Crianças e Adolescentes (Ruartes), desenvolvido pela Prefeitura de João Pessoa (PMJP), já identificou 249 crianças e adolescentes em situação de risco nas ruas da Capital e realizou 285 atendimentos nestes quatro meses de 2009.
O projeto é realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e foi criado em 2006. Atua em quatro áreas da Capital: Terminal Rodoviário, Parque Solon de Lucena (Lagoa), Mercado Central, na orla (praias de Tambaú e Manaíra) e desenvolve um trabalho com um grupo de garotos e garotas na feira do Bairro dos Estados.
Para a coordenadora da Divisão de Acolhimento e Proteção Especial de Alta Complexidade da Sedes, Dalemir Praxedes, as drogas são o maior problema. Ela destaca que, na grande maioria dos casos, as abordagens são realizadas de forma lenta. “Esse é um trabalho que leva tempo, pois além de lidar com o tráfico, temos que entender os sentimentos dos meninos e meninas”, explicou.
Dos atendimentos realizados de janeiro a abril, 124 resultaram em encaminhamentos para os Conselhos Tutelares, 14 para as famílias, 18 para os serviços de saúde, 28 às oficinas de arte/lúdico-pedagógicas, e também foram realizadas 56 visitas às escolas e 45 às famílias.
O Ruartes também faz o acompanhamento junto aos parentes. Estudos mostraram que a desestruturação familiar continua sendo o principal motivo da troca de casa pelas ruas. “Muitos pais são usuários de entorpecentes e sem uma base familiar, as crianças acabam sendo vítimas de violência, abusos e drogas, optando pelas ruas”, revelou Dalemir Praxedes.
Abordagens
O coordenador do Ruartes, Mário Inácio, disse que o Programa tem como principal método a abordagem lúdico-pedagógica, mas o primeiro passo é sempre a observação. “Muitas vezes só observamos se é frequente a presença de determinadas crianças em um ponto da cidade. Se nessa observação elas dão um sinal que não querem a aproximação, respeitamos”, afirmou.
Quando a criança aceita a abordagem é encaminhada para um dos Conselhos Tutelares e, dependendo do caso, ela vai para a família, que passa a ser acompanhada, e, se não tem documentos, recebe orientação para tirá-los, para poder voltar à escola. “Quando é detectado o envolvimento com drogas ou algum problema psicológico também contamos com a ajuda do Caps”, disse a assistente social Josefa Adelaide, integrante de uma das equipes do Ruartes.
As crianças também podem ser encaminhadas para uma das unidades de retaguarda (Casa de Passagem ou Acolhida, onde passam a participar de oficinas culturais) ou para os serviços de saúde.
Horários
As abordagens do Ruartes acontecem sempre de segunda a sábado nos seguintes horários: na rodoviária das 9h às 13h; na Lagoa do Parque Solon de Lucena, das 14h às 18h e das 18h às 22h; na orla (Tambaú e Manaíra) das 14h às 22h, das 18h às 22h e das 22h às 02h da manhã. Aos sábados as abordagens são realizadas na orla de Tambaú e Manaíra das 7h às 12h.
A sede do Ruartes fica à Rua Santos Dumont, 80, Edifício Salvador, no Centro da Capital. O telefone de contato é o 3214 – 3140.

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