EDUCAÇÃO
UEPB passa a usar catracas com reconhecimento facial no campus de Campina Grande
Medida inclui biometria facial, monitoramento por câmeras e botões de pânico
Publicado em 30/01/2026 às 18:37

A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) iniciou a implantação de catracas eletrônicas com identificação biométrica facial em prédios do campus I, em Campina Grande, Agreste da Paraíba. O sistema de reconhecimento facial deve entrar em funcionamento com o retorno das aulas presenciais do semestre 2026.1, previsto para abril.
LEIA TAMBÉM:
- Com apenas 17 anos, estudante fica em 1º lugar em medicina na UFCG
- Lista de aprovados na UEPB pelo Sisu 2026 já está disponível
As aulas do semestre 2025.2 retornam de forma presencial na segunda-feira (2), após a greve docente ocorrida entre os meses de setembro e dezembro do ano passado e um período de atividades remotas de 10 dias, entre 10 e 20 de dezembro.
Neste retorno presencial, previsto para os meses de fevereiro e março, o acesso aos prédios permanece livre, sem a utilização das catracas com reconhecimento facial, cuja implantação ainda está em andamento, mas, o monitoramento por câmeras já em pleno funcionamento.
Nesta primeira etapa, as catracas estão sendo instaladas na Central Acadêmica Paulo Freire e no Centro de Ciência e Tecnologia (CCT). De acordo com a universidade, quando o sistema estiver em operação, o acesso a esses prédios será realizado exclusivamente por meio de reconhecimento facial.
Cadastro será feito pelo SUAP
O cadastramento da biometria facial será simples e totalmente digital, realizado por meio do Sistema Unificado de Administração Pública (SUAP). A base de dados vai reunir informações de estudantes matriculados e servidores da instituição, que serão encaminhadas à empresa responsável pela implantação das catracas.
A fotografia utilizada no cadastro deverá seguir critérios semelhantes aos exigidos em documentos oficiais, como fundo branco, imagem atualizada e ausência de acessórios, a exemplo de óculos e bonés, além de não permitir paisagens ou outros elementos no enquadramento.
Cada integrante da comunidade acadêmica vai receber um link individual para realizar o cadastro da biometria facial, que será vinculada ao banco de dados do sistema de controle de acesso. O projeto prevê a instalação de 12 catracas eletrônicas com reconhecimento facial.
Quando estiver em funcionamento, o fluxo de pessoas na Central Acadêmica Paulo Freire e no Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) será monitorado pelo Centro Integrado de Comando e Controle de Campina Grande (CICC).
Além dos prédios acadêmicos, a universidade já implantou um controle de acesso mais rigoroso em laboratórios que utilizam substâncias químicas fiscalizadas pelo Exército e pela Polícia Federal.
De acordo com a universidade, os equipamentos utilizam inteligência artificial e possuem alta sensibilidade para identificar movimentos bruscos, brigas e situações consideradas suspeitas. A estrutura de segurança inclui ainda a instalação de 14 totens de segurança, tecnologia adotada em estratégias de combate à criminalidade em espaços públicos.
Com a expansão da vigilância eletrônica, o Câmpus I passou a contar com mais de 600 câmeras distribuídas em pontos estratégicos. Outra medida anunciada é a implantação de botões de pânico, que devem entrar em fase de testes ainda neste semestre. A proposta é que, ao acionar o dispositivo em situações de risco, o usuário tenha contato direto com o setor de segurança da UEPB e com a Polícia Militar, ampliando a resposta rápida a ocorrências dentro da universidade.
Monitoramento nas áreas da universidade

De acordo com a universidade, cerca de 168 novas câmeras de segurança já estão instaladas em pontos estratégicos do campus. O sistema conta com monitoramento eletrônico integrado e parceria com a Polícia Militar, por meio do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), além da vigilância interna da própria instituição.
Algumas das câmeras utilizam inteligência artificial, capaz de identificar situações de risco ou emergência e acionar automaticamente a equipe de segurança. A Central Acadêmica Paulo Freire passou a contar com quatro câmeras por andar, com visão de 360 graus e capacidade equivalente a oito câmeras convencionais cada.
As medidas de segurança ganham ainda mais relevância após o ataque a tiros ocorrido em 3 de abril de 2025, dentro de uma copiadora na Central Acadêmica Paulo Freire (CAPF). Na ocasião, Keine Diniz, de 40 anos, foi morto, e o copista Wesley Porto ficou ferido. O autor dos disparos, Flávio Medeiros, tirou a própria vida após o crime.
Segundo a Polícia Civil, o ataque foi motivado por vingança e teria sido premeditado, após o suspeito não aceitar o fim de um relacionamento e descobrir que a ex-esposa estaria se relacionando com a vítima. Outras pessoas também foram afetadas pela situação, incluindo uma estudante que pulou do primeiro andar durante a correria e um idoso que passou mal após ouvir os tiros.

Comentários