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ESPAÇO OPINIÃO

Eleições e redes sociais: quem só aparece na campanha já chegou atrasado

Por Jeoás Farias

Publicado em 13/05/2026 às 16:37

As redes sociais transformaram definitivamente a política. Hoje, boa parte da disputa eleitoral acontece na tela do celular, no vídeo curto, no corte viral, no comentário compartilhado e na construção diária de imagem. Mas, no meio dessa velocidade digital, existe um risco crescente: trocar análise por emoção e presença por performance.


					Eleições e redes sociais: quem só aparece na campanha já chegou atrasado
Jornal da Paraíba

Para o eleitor, nunca foi tão importante pesquisar e confirmar antes de acreditar.

Campanhas emocionais sempre existiram, mas as redes sociais potencializaram esse efeito. Vídeos bem editados, frases de impacto, músicas, cortes estratégicos e narrativas fortes conseguem gerar identificação imediata. O problema é quando o encantamento emocional substitui a análise da trajetória, das propostas e das realizações concretas de um candidato.

O ambiente digital favorece atenção rápida. E atenção rápida nem sempre produz reflexão profunda.

Por isso, o eleitor precisa aprender a olhar além do conteúdo viral. Antes de compartilhar, apoiar ou defender alguém, vale perguntar: o que essa pessoa já fez? Qual é seu histórico? Como se comportou quando teve oportunidade de decidir? O que entregou na prática?

Porque popularidade digital não é, necessariamente, competência política.

Ao mesmo tempo, as redes sociais também mudaram completamente a lógica da campanha para os candidatos.

Quem começou a fazer presença digital apenas agora, em período eleitoral, já perdeu tempo. Principalmente quem já possui mandato. Hoje, o eleitor espera acompanhar trabalho, ações, posicionamentos e prestação de contas de forma contínua. A política digital deixou de ser campanha e passou a ser acompanhamento permanente.

Quem exerce cargo público e desaparece durante o mandato cria distância. E distância, no ambiente digital, custa caro.

Já quem não possui mandato precisa entender outra mudança importante: não basta aparecer criticando ou tentando viralizar. É preciso mostrar ideias, caminhos e soluções. O eleitor está cansado de discursos vazios. A presença digital política precisa ir além da estética da campanha e entrar no campo da utilidade pública.

Existe ainda um outro ponto importante. As redes sociais aproximaram o eleitor da personalidade do candidato. Hoje, não se observa apenas proposta. Observa-se comportamento, coerência, linguagem, postura e capacidade de diálogo.

O político moderno não comunica apenas promessas. Comunica presença.

E presença digital política não se constrói em trinta dias de campanha. Ela se constrói no cotidiano, na constância, na transparência e na capacidade de ocupar o ambiente digital de forma verdadeira e relevante.

No fim das contas, as eleições nas redes sociais revelam dois desafios.

O primeiro é o eleitor aprender a não se deixar conduzir apenas pela emoção e pelo engajamento fácil. O segundo é o candidato entender que presença digital não é pedir voto de quatro em quatro anos, mas construir confiança todos os dias.

Porque, no ambiente digital, quem só aparece na eleição pode até chamar atenção. Mas dificilmente constrói credibilidade duradoura.

*Jeoás Farias é especialista em Presença Digital e colunista da CBN Paraíba

Imagem

Laerte Cerqueira

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