ESPAÇO OPINIÃO
Presença digital não é vaidade. É sobrevivência.
Por Jeoás Farias
Publicado em 26/02/2026 às 16:59

Desde 2017, venho defendendo um argumento que, para muitos, ainda soa simples demais: presença digital.
Mas o que parece óbvio raramente é praticado com estratégia.
Vivemos uma era em que todos querem performance. Alcance. Visualizações. Engajamento. Seguidores. Crescimento rápido. O problema é que a busca por números substituiu a construção de identidade.
E aí surge a pergunta que quase ninguém quer enfrentar:
de que adianta performar se ninguém entende quem você é?
Não basta chamar atenção. É preciso sustentar significado.
Todos os dias, profissionais competentes, empresas sólidas e marcas com potencial desaparecem digitalmente. Não porque não sejam bons. Mas porque não comunicam. Não estruturam narrativa. Não organizam posicionamento. Não explicam o que fazem, para quem fazem e por que fazem.
E no ambiente digital, quem não comunica, quase não existe.
Pode parecer exagero, mas não é.
Hoje, antes de contratar um profissional, fechar negócio com uma empresa ou confiar em uma marca, as pessoas pesquisam. Observam. Analisam perfis. Procuram coerência. Buscam sinais de autoridade. Se encontram silêncio, encontram dúvida.
Presença digital não é postar por postar. Não é viver de trend. Não é acumular seguidores vazios. É capacitar seu perfil para que ele seja encontrado, entendido e lembrado. É estruturar sua comunicação para dialogar com os algoritmos, sim. Mas principalmente para dialogar com pessoas. O algoritmo pode até entregar alcance.
Mas quem decide permanecer é o público.
E aqui está o ponto mais provocativo: desaparecer digitalmente hoje é uma escolha. E é uma escolha cara.
Não estar presente é deixar que outros contem a sua história. É permitir que o mercado decida por você. É aceitar a invisibilidade em um mundo que funciona por visibilidade.
Presença digital não é sobre ego. É sobre posicionamento.
Não é sobre aparecer o tempo todo.
É sobre não desaparecer.
Em um cenário onde a informação circula em velocidade extrema, quem organiza sua narrativa se torna referência. Quem ignora esse movimento se torna ruído, ou pior, ausência.
A pergunta não é se você gosta de redes sociais. A pergunta é: você pode se dar ao luxo de não presença digital e não ser encontrado?
Jeoás Farias é especialista em Presença Digital e colunista da CBN

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