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ENTRE LINHAS

Ausência de Matheus Cunha na seleção brasileira é injustificável

Principal destaque de um Manchester United oscilante, atacante paraibano brilha na Champions, mas segue esquecido por Carlo Ancelotti no novo ciclo.

Publicado em 04/11/2026 às 16:26

Destaque do Manchester United na virada histórica sobre a Roma nessa terça-feira (3), pela 4ª rodada da Champions League, o paraibano Matheus Cunha consolida-se como um dos principais jogadores brasileiros em atividade na Europa.

Se os Diabos Vermelhos enfrentam oscilações na temporada, o seu camisa 10 mostrou o caminho para superar a crise. Mesmo assim, o atacante ainda não convenceu o técnico Carlo Ancelotti a lhe devolver uma vaga no ataque da seleção brasileira — uma ausência que se torna cada vez mais injustificável.


					Ausência de Matheus Cunha na seleção brasileira é injustificável
Matheus Cunha foi o destaque do Manchester United na vitória sobre a Roma. (Arte: ChatGPT)

Desde o fim da campanha brasileira na Copa do Mundo de 2026, Matheus Cunha não foi mais lembrado pelo comandante italiano. Diante disso, surgem duas possibilidades: ou o treinador não confia no momento do atleta, ou optou por priorizar testes com outros nomes antes de reintegrá-lo, como já admitiu fazer com o goleiro Alisson.

No entanto, com exceção do goleiro do Liverpool, nas duas listas anunciadas por Ancelotti para os amistosos recentes, figuraram atletas considerados intocáveis pela comissão técnica, como Vinicius Junior, Estêvão e Endrick.

Nesta temporada, Matheus Cunha soma 14 partidas, com quatro gols marcados e quatro assistências. Os números são bastante satisfatórios, sobretudo em se tratando de um Manchester United que iniciou a jornada 2026/2027 sob forte pressão e irregularidade coletiva.

Enquanto o atacante brilha na Inglaterra, o Brasil já disputou três amistosos pós-Mundial (dois contra a Austrália e um contra a Índia) e ainda medirá forças com Japão e Singapura antes do fim do ano.

Analisando as opções ofensivas da Amarelinha, nenhum outro jogador com características de referência desempenhou papel tão consistente e versátil quanto o paraibano nos últimos meses.

Diante da Roma, Cunha aliou refino técnico e entrega física, o combo perfeito de que o Brasil tanto necessita em momentos de instabilidade — um cenário de pressão com o qual a seleção brasileira, infelizmente, está mais do que acostumada a conviver.

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