ESPORTES
Ramon Pereira pede valorização de atletas
Pedido do técnico é que deficientes visuais sejam encarados com menos dó pela sociedade.
Publicado em 09/10/2011 às 8:00
Para Ramon Pereira, é uma satisfação enorme trabalhar com este tipo de atleta, principalmente fazendo o que gosta. É porque, além de treinador da Seleção Brasileira, ele é coordenador de Educação Física do Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro, que conta com aproximadamente 150 alunos cegos ou de baixa visão.
“Por gostar do esporte, sinto uma emoção indescritível trabalhando com os deficientes visuais. Tem gente que acha que futebol de cego é tudo sorte, correr para todos os lados e apenas chutar e torcer para entrar. Não é. Envolve uma dinâmica muito grande. Até porque tem que ter muita coragem para jogar sem ver nada”, declarou.
Por último, o comandante da ‘amarelinha’ aproveitou a oportunidade para fazer um apelo, de certa forma, surpreendente. O pedido é para que os deficientes visuais sejam encarados com menos dó pela sociedade. Para ele, o que deve ser valorizado é a grande realização pessoal que todos sentem quando estão jogando.
“Precisamos dar valor à satisfação que o deficiente visual sente dentro de uma quadra. Não existe esse sensacionalismo de tratá-lo como um herói e até mesmo como um coitadinho. Não podemos classificar o atleta de futebol de 5 como um diferencial no meio que vivemos. Isso nada mais é do que a certeza que eles são cidadãos”, finalizou Ramon Pereira. (Especial para o Jornal da Paraíba)

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