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MEIO AMBIENTE

Paraíba tem nove açudes secos e quase 40 em situação crítica; veja lista

No estado, quatro açudes estão "sangrando" no estado, ou seja, estão com mais água do que a capacidade deles suportam.

Publicado em 17/02/2026 às 14:44 | Atualizado em 17/02/2026 às 15:05


				
					Paraíba tem nove açudes secos e quase 40 em situação crítica; veja lista
Paraíba tem nove açudes secos e quase 40 em situação crítica - Foto: Beto Silva / TV Paraíba.

A Paraíba tem nove açudes totalmente vazios e 39 em situação crítica, com o nível de água abaixo dos 10% da capacidade total, de acordo com dados levantados junto à Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa-PB).Veja a lista da situação dos açudes abaixo.

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De acordo com o levantamento, nove açudes estão completamente vazios: os reservatórios localizados nos municípios de São Mamede, Desterro e Conceição; dois em Teixeira; dois em Gurjão; além dos açudes de São José dos Cordeiros e Picuí. Todos operam com 0% da capacidade de armazenamento.

Outros 39 reservatórios em situação crítica estão com capacidade entre 0,1%, como é o caso do açude em Taperoá, e 9,81%, como é o caso do reservatório na cidade de Caraúbas, que fica localizada no Cariri da Paraíba.

A Aesa-PB classifica os 136 reservatórios que monitora no estado em diferentes categorias: aqueles que estão “sangrando”, os que se encontram em situação favorável, os considerados normais, os que permanecem em observação, os que estão em estado de atenção e, por fim, os que apresentam situação crítica.

Na categoria de açudes em estado de atenção, que reúne reservatórios com volume entre 10% e 19% da capacidade, estão 18 açudes distribuídos por diferentes municípios e regiões da Paraíba, a exemplo de Cajazeiras e Catingueira, no Sertão, e Campina Grande, no Agreste.

Na condição de observação, com volumes entre 20% e 50% da capacidade, estão 36 açudes no estado. Outros 13 reservatórios apresentam níveis considerados normais, entre 50% e 69%. Já 16 açudes estão em situação favorável, com volumes que variam de 77% a 99% da capacidade total.

O cenário é ainda mais preocupante porque, justamente nas regiões onde há açudes completamente secos, as condições climáticas seguem adversas. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu, desde esta terça-feira (17), um alerta de baixa umidade para 88 municípios do Sertão paraibano, válido até a quarta-feira (18), o que pode agravar a situação hídrica e os impactos da estiagem na região.

Volumes dos açudes na Paraíba no começo de 2026

Açudes acima da capacidade

  • Monteiro (São José II) — 100,15%;
  • Monteiro (Poções) — 102,85%;
  • Araçagi — 103,46%;
  • Mari — 106,48%.

Açudes com condições favoráveis

  • Fagundes (Gavião) — 77,08%
  • Sapé (São Salvador) — 77,69%
  • Cuitegi (Tauá) — 78,83%
  • São Domingos do Cariri (São Domingos) — 79,34%
  • Bananeiras (Lagoa do Matias) — 79,54%
  • Conde (Gramame / Mamuaba) — 80,07%
  • Areia (Saulo Maia) — 82,70%
  • Mamanguape (Jangada) — 83,06%
  • Juarez Távora (Brejinho) — 86,19%
  • Pirpirituba — 87,83%
  • Alagoa Grande (Pitombeira) — 87,89%
  • João Pessoa (Marés) — 88,31%
  • Ingá (Chã dos Pereiras) — 93,51%
  • São Sebastião de Lagoa de Roça (São Sebastião) — 94,59%
  • Cacimba de Dentro (Cacimba de Várzea) — 98,92%
  • Serra da Raiz (Suspiro) — 99,84%

Açudes em condições normais

  • Água Branca (Bom Jesus II) — 50,76%
  • Itatuba (Acauã – Argemiro de Figueiredo) — 51,94%
  • Juru (Glória) — 52,32%
  • Serra Branca (Serra Branca I) — 54,69%
  • Conceição (Vídeo) — 56,76%
  • Borborema (Canafístula II) — 59,91%
  • Duas Estradas — 60,05%
  • Camalaú — 60,28%
  • Areial (Covão) — 64,97%
  • Bananeiras (Jandaia) — 66,39%
  • Imaculada (Pedra Lisa) — 67,22%
  • Aguiar (Frutuoso II) — 68,05%
  • Tavares (Tavares II) — 69,16%

Açudes em observação

  • Cachoeira dos Índios (Cachoeira da Vaca) — 20,10%
  • Areia (Vaca Brava) — 21,05%
  • Cajazeiras (Lagoa do Arroz) — 22,09%
  • São José de Caiana (Pimenta) — 22,40%
  • Alagoa Nova (Nova Camará) — 22,58%
  • Olivedos — 24,39%
  • Curral Velho (Bruscas) — 24,44%
  • Belém do Brejo do Cruz (Baião) — 25,74%
  • Itaporanga (Cachoeira dos Alves) — 26,55%
  • Princesa Isabel (Jatobá II) — 26,86%
  • Santana dos Garrotes (Queimadas) — 27,00%
  • Uiraúna (Capivara) — 27,01%
  • Nova Olinda (Saco) — 27,11%
  • Coremas (Coremas) — 27,12%
  • Coremas (Mãe d’Água) — 27,20%
  • Brejo do Cruz (Santa Rosa) — 29,84%
  • Conceição (Condado) — 30,17%
  • Conceição (Serra Vermelha I) — 30,35%
  • Tavares (Novo II) — 32,40%
  • São José de Piranhas (São José I) — 33,62%
  • Aguiar (Lancha I) — 35,05%
  • São Francisco (Paraíso – Luiz Oliveira) — 36,56%
  • Boa Ventura (Riacho Verde) — 37,11%
  • Bonito de Santa Fé (Bartolomeu I) — 37,46%
  • Serra Grande (Cafundó) — 37,63%
  • Boqueirão (Epitácio Pessoa) — 38,72%
  • Diamante (Vazante) — 39,03%
  • Congo (Cordeiro – Gov. Wilson Braga) — 39,19%
  • Manaíra (Catolé I) — 41,18%
  • Massaranduba (Sindô Ribeiro) — 41,59%
  • São Sebastião do Umbuzeiro (Santo Antônio) — 41,71%
  • Massaranduba — 42,29%
  • Ibiara (Piranhas) — 44,76%
  • Jericó (Carneiro) — 46,38%
  • Igaracy (Cochos) — 48,11%
  • Carrapateira (Bom Jesus) — 49,05%
  • Sousa (São Gonçalo) — 49,92%
  • Açudes em atenção
  • Sumé — 10,04%
  • Ibiara (Mameluco) — 10,56%
  • Serra Branca (Serra Branca II) — 11,71%
  • Santa Inês — 12,73%
  • Campina Grande (José Rodrigues) — 13,53%
  • Catingueira (Cachoeira dos Cegos) — 14,41%
  • Triunfo (Gamela) — 14,60%
  • Santana de Mangueira (Poço Redondo) — 14,64%
  • Uiraúna (Arrojado) — 15,11%
  • Monteiro (Pocinhos) — 16,30%
  • Riacho dos Cavalos — 16,68%
  • Olho d’Água (Jenipapeiro – Buiú) — 17,05%
  • Juru (Timbaúba) — 17,42%
  • Cajazeiras (Engenheiro Avidos) — 17,47%
  • Imaculada (Albino) — 18,10%
  • São José da Lagoa Tapada (Jenipapeiro) — 18,19%
  • Juazeirinho (Mucutu) — 19,39%
  • Emas — 19,61%

Açudes em situação crítica

  • São Mamede — 0,00%
  • Desterro (Jeremias) — 0,00%
  • Conceição (Roçado) — 0,00%
  • Teixeira (Sabonete) — 0,00%
  • Gurjão (Livramento – Russos) — 0,00%
  • São José dos Cordeiros (São José III) — 0,00%
  • Gurjão — 0,00%
  • Picuí (Caraibeiras) — 0,00%
  • Teixeira (Bastiana) — 0,00%
  • Taperoá (Lagoa do Meio) — 0,01%
  • Tenório (Riacho Fundo) — 0,04%
  • Teixeira (São Francisco II) — 0,04%
  • Barra de São Miguel (Bichinho) — 0,06%
  • São José do Sabugi (São José IV) — 0,07%
  • Teixeira (Riacho das Moças) — 0,11%
  • Ouro Velho — 0,15%
  • Belém do Brejo do Cruz (Tapera) — 0,27%
  • Prata (São Paulo) — 0,39%
  • Riacho de Santo Antônio — 0,43%
  • Várzea — 0,43%
  • Cacimbas (Coronel Jueca) — 0,43%
  • Barra de Santa Rosa (Curimataú) — 0,45%
  • Belém do Brejo do Cruz (Escondido) — 0,50%
  • Patos (Farinha) — 0,54%
  • Algodão de Jandaíra (Algodão) — 0,68%
  • Taperoá (Taperoá II – Manoel Marcionilo) — 0,71%
  • Soledade — 0,75%
  • São Vicente do Seridó (Felismina Queiroz) — 1,37%
  • São João do Rio do Peixe (Pilões) — 1,65%
  • Prata (Prata II) — 1,65%
  • Picuí (Várzea Grande) — 1,69%
  • São Vicente do Seridó (Cacimbinha) — 2,45%
  • Cuité (Boqueirão do Cais) — 2,71%
  • São Sebastião de Lagoa de Roça (Manguape) — 4,34%
  • São João do Cariri (Namorado) — 5,77%
  • Serra Redonda (Chupadouro II) — 6,37%
  • São João do Rio do Peixe (Chupadouro I) — 6,61%
  • Pedra Lavrada (Porcos) — 6,75%
  • Santa Teresinha (Capoeira) — 6,79%
  • Santa Luzia — 7,12%
  • Patos (Jatobá I) — 7,33%
  • Condado (Engenheiro Arcoverde) — 8,15%
  • Montadas (Emídio) — 8,22%
  • Monteiro (Serrote) — 8,27%
  • Puxinanã (Milhã – Evaldo Gonçalves) — 8,29%
  • Cuité (Retiro) — 9,41%
  • Barra de Santa Rosa (Poleiros) — 9,48%
  • Caraúbas (Campos) — 9,81%
Imagem

Jornal da Paraíba

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