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MEIO AMBIENTE

Peixe-leão: mais de 50 animais são capturados no litoral da Paraíba, aponta Sudema

A espécie exótica não possui predador natural na região e pode causar um desequilíbrio ecológico.

Publicado em 10/04/2026 às 18:06


				
					Peixe-leão: mais de 50 animais são capturados no litoral da Paraíba, aponta Sudema
Peixe-leão tem alto poder de reprodução e não tem predador no Atlântico. Sudema/Divulgação

A Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema) registrou 64 ocorrências de peixe-leão no litoral da Paraíba, sendo 52 capturas e 12 avistamentos do animal.

Os dados, atualizados pela Divisão de Fauna (DIFAU), apontam um alto índice de remoção da espécie invasora nos locais onde foi identificada.

A maior parte dos registros feitos pela autarquia está em João Pessoa, responsável por cerca de 75% das ocorrências. Também há notificações em Pitimbu e Conde, com cerca de 8% cada, além de casos em Cabedelo e Baía da Traição.

As ações de busca ativa e captura de peixe-leão no litoral paraibano são feitas desde 2023 por equipes especializadas de mergulhadores, com atuação em unidades de conservação estaduais. O trabalho conta ainda com o apoio de pescadores e empresas de mergulho, que colaboram com a entrega de exemplares capturados.

Os dados coletados são integrados ao sistema do Ibama, o que permite o acompanhamento da expansão da espécie em nível nacional.

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    Quais são os riscos relacionados à espécie?

    O peixe-leão é uma espécie exótica da região dos oceanos Índico e Pacífico e apresenta um risco à biodiversidade marinha brasileira, já que não é originário do país.

    Os peixes não têm predador natural no litoral brasileiro mas se alimentam de espécies específicas da região, podendo causar um desequilíbrio ecológico. A espécie predatória chega a consumir 20 peixes a cada 30 minutos, além de se reproduzir rapidamente, podendo colocar até 30 mil ovos por vez.

    Apesar de geralmente se concentrar em águas profundas, os animais podem migrar para regiões mais rasas gerando riscos à população. A espécie possui peçonha que é liberada a partir de 18 espinhos presentes na dorsal do animal. O veneno tem capacidade de causar muita dor, náuseas e, em casos raros, pode gerar convulsões.

    Além dos impactos ambientais, o peixe-leão representa risco à saúde humana. O animal possui espinhos venenosos na região dorsal, e o contato pode provocar dor intensa e febre.

    A recomendação é evitar qualquer aproximação e procurar atendimento médico imediatamente em caso de acidente. Segundo a Sudema, a rede pública de saúde da Paraíba está preparada para esse tipo de atendimento.

    Medidas de segurança

    A orientação da Sudema é que, ao avistar o peixe-leão, a população mantenha distância e registre o local com o máximo de precisão possível, indicando, por exemplo, a praia e a distância da costa.

    A ocorrência deve ser comunicada ao órgão por telefone, e-mail ou formulário eletrônico. Em caso de avistamento, o órgão deve ser acionado pelo número (83) 92000-7927 ou pelo e-mail [email protected]. Outra opção de contato é o formulário eletrônico disponibilizado pela superintendência.

    É importante procurar atendimento médico em caso de ataque do animal. A Sudema também recomenda que a vítima passe água morna no local da ferida para dificultar a ação do veneno.

    Imagem

    Jornal da Paraíba

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