Policiais de Sergipe acusados de envolvimento na morte de jovem em operação policial na Paraíba deixam prisão

Trio estava detido em unidades penitenciárias localizadas em Aracajú.

Policiais de Sergipe acusados de envolvimento na morte de jovem em operação policial na Paraíba deixam prisão / Foto: TV Paraíba

Os três policiais de Sergipe acusados de envolvimento na morte de Geffeson de Moura Gomes durante uma operação policial realizada em Santa Luzia, no Sertão da Paraíba, deixaram a prisão na quarta-feira (21). A informação foi confirmada nesta quinta (22) pela assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe.

Foram soltos:
  • Gilvan Morais de Oliveira – Policial Militar
  • José Alonso de Santana – Agente de investigação da Polícia Civil
  • Osvaldo Resende Neto – Delegado de Polícia Civil

Ainda de acordo com a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, os dois policiais civis estavam detidos na Academia de Polícia Civil de Sergipe (Acadepol). Já o PM estava preso no Presídio da Polícia Militar. Ambas as unidades penitenciárias estão localizadas em Aracajú.
A soltura aconteceu após o juiz Rossini Amorim Bastos, da comarca de Santa Luzia, negar o pedido de prisão preventiva feito Ministério da Paraíba (MPPB) e ordenar que os três respondessem o processo em liberdade.
“Não há elementos idôneos que demonstrem que, soltos, os réus comprometam o resultado útil do processo”, disse o juiz na decisão.
No entanto, mesmo sem acatar o pedido de prisão preventiva, a Justiça da Paraíba aceitou a denúncia feita pelo MP, o que fez com o os policiais se tornassem réus do processo que avalia o caso. Os três, portanto, foram denunciados pelos crime de homicídio qualificado e fraude processual.

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O crime

Geffeson de Moura Gomes tinha 32 anos. Ele viajava para o município de Cajazeiras, também no Sertão paraibano, para visitar a família.
Enquanto passava por Santa Luzia, ele foi abordado e morto durante uma operação policial de Sergipe após ser confundido com outro homem, que seria o alvo da ação dos policiais.
Um laudo feito pela Polícia Civil da Paraíba aponta que o local em que Geffeson morreu foi adulterado pelos policiais que participaram da ação.
“Outro ponto importantíssimo do meu laudo foi constatar a adulteração do local. Primeiramente, esse veículo deveria ter sido vistoriado no local onde ocorreu o fato”, revelou o perito da Polícia Civil da Paraíba, Adriano Medeiros, que realizou a perícia no veículo da vítima.
Segundo o laudo pericial, as manchas de sangue, no formato de poças que estavam dentro do carro, indicam que Geffeson não foi socorrido imediatamente.

“Um porta objetos ficou completamente cheio de sangue, o que dá a atender que a vítima passou um bom tempo lá [dentro do automóvel]”, prosseguiu Adriano.

Já o delegado Glauber Fontes, informou que o caso é tratado, até o momento, como uma execução.

“O jovem não teve a menor possibilidade de defesa. Levou oito disparos, praticamente à queima roupa, sem saber o que estava acontecendo”, relatou.

Por Iara Alves