PB tem 24 pontos vulneráveis à exploração sexual de crianças e adolescentes, diz PRF

Dia de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças é nesta terça-feira.

PRF mapeou pontos vulneráveis à exploração de crianças e adolescentes na Paraíba. Foto: Divulgação/PRF

Um mapeamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF) identificou 24 pontos vulneráveis à exploração de crianças e adolescentes na Paraíba. No Dia de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, diversos órgãos e instituições refletem formas de proteger às crianças da violência sexual.

De acordo com o Mapeamento dos Pontos Vulneráveis à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Brasileiras (2019-2020), há 24 pontos vulneráveis na Paraíba. Uma diminuição de 0,4%, em comparação ao levantamento anterior. O Nordeste é a região de maior vulnerabilidade, com 1.079 pontos, sendo 173 críticos e 237 de alto risco. 60,5% dos pontos estão localizados em áreas urbanas. Os logradouros mais vulneráveis são postos de combustíveis, seguidos de bares, pontos de alimentação, casas de shows e hospedagem.

Desses pontos, 44% são postos de combustível, 14% são bares e 12% locais ou estabelecimentos de alimentação às margens de rodovias ou nas proximidades. Além disso, 8% são casas de massagem, de shows, boates ou casas de prostituição e, ainda, 7% são pontos de hospedagem, dormitórios ou pousadas.

Segundo dados de 2020 do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, em 2019, dos 159 mil registros feitos pelo Disque Direitos Humanos ao longo de 2019, 86,8 mil são de violações de direitos de crianças ou adolescentes, um aumento de quase 14% em relação a 2018. A violência sexual figura em 11% das denúncias que se referem a este grupo específico.

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A vulnerabilidade socioeconômica é um dos fatores que acentuam o risco de abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes. Esta violação dos direitos humanos traz consequências nefastas para as vítimas, como comprometimento do desenvolvimento físico, psicológico e social e o maior risco de serem contaminados por doenças sexualmente transmissíveis (DST), como HIV, além de usarem bebidas e drogas.

exploração sexual de crianças e adolescentes

Diferença entre abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

 

 

Soraya Escorel, Promotora de Justiça de Defesa da Criança e do Adolescente da Capital, explica que o abuso e a exploração são duas faces da violência sexual infantil, porém há diferenças entre elas.

A diferença principal é que o abuso não envolve nenhuma vantagem econômica (não envolve dinheiro nem qualquer outra gratificação), enquanto a exploração envolve lucro e comércio (pagamento em dinheiro, favores e presentes)”. 

A promotora ressalta que crianças e adolescentes vítimas de abuso ou exploração sexual podem apresentar alguns sinais, como agressividade, condutas sexuais inadequadas, insônia, ansiedade, depressão, uso de drogas, entre outros. 

Como denunciar violência sexual infantil

 

 

Para denunciar casos de abuso ou exploração sexual infantil existem canais diversos, como o Disque Direitos Humanos – Disque 100, que está disponível 24 horas, o site www.disque100.gov.br, além do Disque Denúncia Estadual – Disque 123. As denúncias podem ser anônimas e, em todos os relatos, a identidade do denunciante é preservada. Também é possível relatar um caso de violência sexual infantil na Polícia Militar, Delegacia da Criança e do Adolescente, Delegacia da Mulher, Conselhos Tutelares e Ministério Público.