Probem: 600 alunos da rede municipal de CG ingressam em universidades privadas

Estudantes de famílias carentes chegam ao ensino superior por meio de bolsas de estudos.

Curso irá explicar mudanças do ensino médio
Programa de bolsas de estudo para ingresso nas universidades de alunos d rede municipal de Campina Grande foi lançado em 2015

Em três anos e meio, 600 estudantes carentes oriundos da rede municipal de ensino de Campina Grande conseguiram chegar às instituições privadas de ensino superior, por meio do Programa Municipal de Bolsa de Estudos – Probem. Eles estão matriculados em cursos das áreas de saúde, tecnologia e ciências humanas.

Criado em 2015, na gestão do prefeito Romero Rodrigues, o Probem é gerenciado pela Procuradoria geral do município, tendo à frente o procurador José Mariz, em parceria com a Secretaria de Finanças, tendo o acompanhamento do secretário adjunto Felipe Gadelha. Segundo Mariz, a iniciativa do prefeito Romero Rodrigues tem grande importância social porque os estudos de quem não podia se matricular numa faculdade privada são garantidos totalmente pelo município e ninguém vai pagar nada depois de concluído o curso.

De acordo com o procurador do município, o Probem é um programa que concede bolsas de estudo para alunos que concluíram o Ensino Médio em Campina Grande em escola pública ou em estabelecimento escolar particular (desfrutavam, neste caso, de bolsa integral), e que residam no município há pelo menos um ano.

Parcerias

Além disso, a proposta do programa é conceder ao cidadão campinense a oportunidade de continuar estudando, viabilizando a ascensão ao ensino superior de qualidade. Vale ressaltar que o Probem não é financiamento, portanto, ao contrário do acontece com os contratos do Fies, os contemplados não precisarão pagar ao governo ao final do curso. A ideia inspirou parcerias idênticas as de Campina, sendo este o caso do Recife, que criou o ProUni Recife.

Segundo José Mariz, atualmente as principais universidades particulares de Campina Grande estão conveniadas com o Probem (UniNassau, UniFacisa, Unesc e Cesrei). “Foi uma necessidade também das escolas privadas que estavam, em 2014, praticamente tentando fechar vários postos de trabalho, mas o prefeito buscou conciliar uma coisa com a outra, propiciando formação universitária e mantendo os postos de emprego na cidade. As escolas, com isso, pagam parte do imposto (ISS) por meio da prestação de serviços”.