Superintendência emite parecer e descarta fraude em eleições para reitoria da UFPB

Documento foi encaminhado à Secretaria dos Órgãos Deliberativos e seguirá para o Consuni.

Foto: Divulgação
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A Superintendência de Tecnologia da Informação da Universidade Federal da Paraíba (STI-UFPB) emitiu um parecer nesta segunda-feira (31), em relação à denúncia anônima realizada na última sexta-feira (28), sobre uma suposta fraude nas eleições para a reitoria da instituição. O JORNAL DA PARAÍBA teve acesso ao documento e nele o órgão respondeu diversas perguntas, apresentando versões e mostrando que a consulta eleitoral foi realizada dentro das regras estabelecidas pelos órgãos da universidade.

O próximo passo, segundo apuração do JORNAL DA PARAÍBA, é o encaminhamento do documento para a Secretaria dos Órgãos Deliberativos Superiores da UFPB, que é onde está o Conselho Universitário (Consuni), órgão máximo deliberativo da instituição.

Uma das alegações contidas na denúncia falava sobre estudantes que não possuíam vínculo formal com a UFPB, pois estavam matriculados em cursos de extensão, profissionalizantes e até em séries do ensino médio, já que a instituição também oferece esta modalidade de ensino. Um dos locais que promovem atividades com este perfil é o Colégio Agrícola Vidal de Negreiros (CAVN), localizado no campus de Bananeiras, com cursos técnico-profissionalizantes de nível médio.

No parecer da STI, o órgão afirma que foram detectadas 231 ocorrências de vínculos incorreto dos estudantes, o que faria com que eles não tivessem direito a voto, caso estivessem matriculados apenas em cursos profissionalizantes ou os chamados cursos FIC (Formação Inicial e Continuada). Porém, estes mesmos alunos tiveram direito a voto, pois eles possuem vínculo formal com a UFPB através de cursos de graduação em várias áreas de conhecimento.

Também foi questionado sobre o número de votantes não corresponder com número de alunos ativos, neste caso referente aos cursos de Agronomia e Zootecnia. Em resposta a este ponto, a STI respondeu que “os cursos de Agronomia e Zootecnia, indicados no processo, são ofertados em três níveis de ensino: Graduação, Mestrado e Doutorado. Assim, relatório publicado no sítio da comissão eleitoral contempla a soma de todos os discentes ativos”.

Outros dois pontos que também foram indagados: a possibilidade de pessoas que possuem mais de um vínculo com a instituição terem votado mais de uma vez, além de por qual motivo a comissão organizadora não identificou a qual centro/campus pertenciam os alunos e se os mesmos eram de graduação ou pós-Graduação.

Ao primeiro questionamento, a STI informou que o SIGEleição (sistema que foi responsável pelo gerenciamento da votação) só possibilita um voto por usuário, mesmo que a pessoa possua mais de um vínculo com a instituição. O voto computado, segundo a STI, se dá através do vínculo com maior peso no processo.

Sobre o segundo ponto, o órgão afirmou que “a resolução em vigência não estabelece essa obrigatoriedade” e por isso seguiu apenas o que estava estabelecido pela comissão.

 

A votação

 

A candidata mais votada na consulta eleitoral foi Terezinha Domiciano, da Chapa 2, que obteve a soma ponderada e normalizada de 964,518. A Chapa 1, encabeçada por Isac Medeiros, obteve soma ponderada e normalizada de 920,013. Já a Chapa 3, liderada por Valdiney Gouveia, teve soma ponderada e normalizada de 106,496.

De acordo com o boletim de apuração, participaram da consulta online 2.341 docentes, 2.466 técnico-administrativos e 9.796 estudantes. O percentual de votação final de cada candidatura foi obtido pela média ponderada dos percentuais alcançados em cada segmento, sendo o peso de 15% para discentes, 15% para técnico-administrativos e 70% para docentes.