Na véspera de São João, poder público precisa colocar decretos em prática para evitar novos fechamentos

Estado e municípios precisam ampliar fiscalização para coibir aglomerações, festas clandestinas e fogueiras

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A véspera de São João contagia o nordestino. Em tempos normais, as cidades celebram com festa a data. Mas a pandemia impôs uma mudança nessa tradição. As festividades e aglomerações estão proibidas por decretos municipais e do Estado, para evitar a proliferação do vírus. Medidas, aliás, pertinentes para o momento.
A Paraíba tem hoje um índice de ocupação de leitos de UTI que chega a 68%. O percentual já esteve perto dos 90%, semanas atrás.
O poder público (Estado e municípios) tem hoje um desafio: retirar do papel os decretos. Eles, sem fiscalização, não mudam a realidade.

É preciso ‘barrar’ festas clandestinas, fiscalizar aglomerações, exigir a presença de poucas pessoas em lives e punir quem teima em acender fogueiras – para citar apenas alguns exemplos.

Do contrário, correremos um sério de risco de termos agravada a situação sanitária no Estado e, mais na frente, enfrentarmos a necessidade de um novo fechamento das atividades econômicas e a morte de mais paraibanos.
As regras contidas nos decretos precisam hoje, mais do que nunca, de prática.

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