Pré-candidatos da Paraíba miram apoios políticos, mas esquecem do eleitorado

Foto: Arquivo Jornal da Paraíba

A Paraíba tem acompanhado, nos últimos meses, uma movimentação intensa de políticos já em pré-campanha eleitoral. O debate de 2022, muito em virtude da polarização nacional, também foi antecipado no Estado.
Há hoje pelo menos 10 ou 11 nomes que tentam se viabilizar como candidatos em chapas majoritárias ano que vem.
Mas quase todos têm errado em um quesito.

Eles têm direcionado todos os esforços na busca de apoio da classe política, mas esquecem de construir e apresentar plataformas e teses que possam convencer o eleitorado.

O filme, aliás, já foi equivocamente repetido outras vezes – inclusive ano passado.
Para ser breve, citarei um único exemplo – o de Campina Grande. Lembro bem que antes da definição do candidato a prefeito da situação, travou-se uma disputa intensa entre dois nomes.
Um deles, Tovar Correia Lima (PSDB), tinha o apoio esmagador da classe política. O outro, Bruno Cunha Lima (PSD), pontuava melhor nas pesquisas junto ao eleitorado. E não deu outra.
A escolha recaiu sobre quem, naquele momento, mantinha como foco o eleitor e não as costuras políticas.

Hoje pré-candidatos ao Governo e ao Senado fazem questão de divulgar agendas, almoços e encontros com lideranças. E é óbvio que isso também é importante na construção das candidaturas…

Mas o ‘capital político’ precisa, também, estar acompanhado de votos. E os últimos processos eleitorais, incluindo o de 2018, demonstram que nem sempre estar bem na ‘fita’ nos gabinetes é sinônimo de aceitação popular.
O voto de cabresto, indicado pelo prefeito, deputado ou coisa parecida, felizmente é um ‘bicho’ cada vez mais em extinção.
Quem estiver nesse caminho deve, então, refazer estratégias. Mais propostas, mais trabalho, mais exposição ao público e menos tratativas e cafezinhos. A política atual, o eleitor e a história cobram uma nova compreensão sobre essas coisas.

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