Secretário anuncia criação de um plano estadual de resíduos sólidos

Plano será desenvolvido em parceria com municípios que irão detalhar e elaborar seu próprio plano.

O secretário de Infra Estrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, João Azevedo, anunciou em entrevista á rádio CBN, na manhã desta quinta-feira (8) que está sendo elaborado um plano estadual de resíduos sólidos para auxiliar as prefeituras no desenvolvimento de projetos visando a melhoria no saneamento básico. O assunto, que é pauta da série especial ‘Desafios do Novo Governo’, desenvolvida pela Rede Paraíba de Comunicação, foi debatido junto com a especialista especialista em Engenharia Sanitária Ambiental e presidente do Comitê de Bacias Hidrográficas do Litoral Sul, Edelcides Gondim.  

“Vamos entregar a cada município um instrumento muito importante para que ele possa detalhar e elaborar seu próprio plano municipal de resíduos sólidos”, comentou o secretário, complementando que a previsão é que o documento seja distribuído ainda este mês. Ele justificou a iniciativa afirmando que quando se fala em saneamento básico, algumas atribuições são vinculadas às administrações municipais. "Como no caso da drenagem fluvial e dos resíduos sólidos, por exemplo", disse.

Edeclides Gondim citou a Política Nacional de Saneamento Básico de 2007 como algo relevante para superar os problemas das cidades paraibanas. “Os municípios precisam elaborar seus planos com as quatro ações de saneamento, que são interligadas”, ressaltou, lamentando a baixa adesão constatada no Estado.

“O Nordeste tem em torno 6% dos municípios. A Paraíba, segundo dados do coordenador dos planos de saneamento do Ministério das Cidades, que esteve em João Pessoa, tem apenas 28 municípios participando. E destes 28, a gente nota que só um tem mais de 50 mil habitantes”, frisou.  

Investimentos em João Pessoa

Sobre as iniciativas para a cidade de João Pessoa o secretário afirmou que os investimentos têm sido pesados. “Tanto é que os índices de saneamento estão em torno de 66, 67%. Mesmo sendo um índice que não atinge 100% da população, é um dos maiores entre as capitais do Brasil”, argumentou, reconhecendo a importância das ações neste sentido. “Saneamento básico é saúde. Quando você investe nele, deixa de gastar com saúde”.