Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

Policiais usam coroas de flores em protesto pela morte de agentes e atraso na vacina contra covid-19

Por ANGÉLICA NUNES e LAERTE CERQUEIRA

 

Foto: Walter Paparazzo

Um grupo de policiais da Paraíba realizou um protesto pelas ruas de João Pessoa, nesta quinta-feira (15). O foco da missão era protestar contra a morte e contaminação de agentes seguranças pela covid-19, além de cobrar do governador João Azevêdo (Cidadania) a vacinação dos policiais que estão em atividade no monitoramento das medidas restritivas impostas pelo governo.

Em ato simbólico, eles depositaram 21 coroas de flores e realizaram um momento de oração no portão da Granja Santana, residência oficial do governador, que dá acesso à Avenida Beira Rio. Em seguida, a carreata seguiu até a Praça dos Três Poderes, no Centro, para novo protesto, desta vez em frente ao Palácio da Redenção.

No discurso das forças de segurança, dados alarmantes. Segundo a Aspol, que representas os agentes da polícia civil, são 60 policiais mortos em decorrência da covid-19. Cerca de 12% dos policiais paraibanos já teriam sido comprovadamente infectados, segundo a entidade, mas o índice real chegaria perto dos 20%.

Veja também  Novo decreto da Paraíba obriga apresentação de “passaporte da vacina” em bares, restaurantes e eventos

A Adepdel, que representa os delegados, critica também a pensão que vem sendo paga à família dos mortos no último ano, boa parte deles ‘na linha de frente’ no cumprimento de sua atividade policial.

Mais vacinas

A cobrança da categoria é para que a Secretaria de Estado da Saúde (SES) avance no plano de imunização dos agentes de segurança, em cumprimento à promessa do governador em reservar 5% das vacinas para as forças de segurança. O processo, inclusive, foi iniciado com a aplicação de 796 doses de vacinas a um grupo mesclado de policiais civis, militares, bombeiros, o que não deu nem para o começo.

O protesto, ainda que justo, esbarra no momento em que falta vacinas no estado, inclusive para aplicar a segunda dose em idosos e outros grupos prioritários que chegaram ao período obrigatório de 28 dias.

A SES afirmou a vacinação das forças de segurança e salvamento já foram iniciadas e avança seguindo o planejamento nacional de envio de doses para este público e os demais contemplados no Plano Nacional de Imunização.