Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

“Ninguém se Perde na Volta”: documentário conta detalhes da volta de Ricardo Coutinho, deputadas e militantes ao PT

Ricardo Coutinho, Estela Bezerra

A saída do PSB e o processo de retorno ao PT do ex-governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, das deputadas Cida Ramos e Estela Bezerra, do deputado Jeová Campos, ex-prefeita de Conde, Márcia Lucena, e de centenas de militantes serão contados em um webdocumentário que começa a ser exibido, neste domingo (25), nas redes sociais dos “quase” novos petistas. Vale lembrar que a mudança ainda não aconteceu, oficialmente, mas já foi confirmada por todas as partes envolvidas.

“Ninguém se Perde na Volta” tem quatro episódios e, segundo divulgação do grupo, vai trazer uma reflexão dos atores políticos sobre os impactos no estado e país das escolhas nas eleições passadas e “como as próximas eleições serão fundamentais na busca de uma nova civilidade no Brasil com Democracia, Desenvolvimento e Inclusão Social”. O primeiro episódio será publicado, às 17h, nas redes sociais de Ricardo, Jeová, Cida, Márcia, Estela e do PT Estadual e Municipal.

Retorno natural, mas nem tanto

A série documental, sem dúvida, é mais uma forma do grupo naturalizar o processo de volta à antiga “casa”, gerar entusiasmo e motivar quem vai e quem espera; dar um ar de caminho natural sustentado pelas defesas no campo social e democrático.  E, ainda, tentar mostrar que são necessários à legenda nesse cenário político nacional de ataques a direitos sociais conquistados e defendidos por eles, mesmo em uma outra legenda, o PSB.

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O processo de mudança, no entanto, não é tão tranquilo. Resistência que não deve estar no documentário. Uma ala do partido dos trabalhadores, que apoia o governador João Azevêdo (Cidadania), como os deputados Anísio Maia e Frei Anastácio, é obstáculo. Mas o grupo do ex-governador, defensor fiel do projeto nacional de candidatura do ex-presidente Lula, fiel ao ex-gestor nos momentos mais difíceis da Lava Jato, tem não só o apoio da direção nacional, como de uma parte de militantes do diretório estadual e municipal.

Os ex-socialistas também levam capital político da militância progressista, mesmo com significativas perdas provocadas pela Operação Calvário. “Capital” ainda mais necessário no modelo de eleição sem coligações partidárias. É esperar para ver o fim, no PSB, e o início desse processo, no PT.