Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

Prefeitura de João Pessoa e Aeroclube assinam TAC de “doação” de terreno para construção de parque

O prefeito Cícero Lucena assina, às 17h, na sede do Ministério Público da Paraíba (MPPB), o Termo de Ajustamento de Conduta.

Foto: divulgação/AeroclubePB
Foto: divulgação/AeroclubePB

Antes de embarcar para viagem internacional, com agenda e compromissos ainda não divulgados, o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, tem um compromisso na sede do Ministério Público da Paraíba (MPPB).

O gestor vai assinar, com a direção do Aeroclube, o Termo de Ajustamento de Conduta referente a doação de parte da área da entidade, onde será construído um parque ecológico. A assinatura será às 17h, desta segunda-feira. O MPPB media o acordo.

No último dia 18 de outubro, o desfecho da negociação foi divulgada. A diretoria do Aeroclube da Paraíba, em João Pessoa, se comprometeu a repassar 82,5% da sua área.

No processo de negociação, a direção do Aeroclube vai ficar com 17,5% para negociar ou construir o que quiser. De acordo com corretores de imóveis, consultados pelo Conversa Política, o terreno que ficará com a entidade está avaliado em mais de R$ 150 milhões (valor estimado), se levado em conta o preço do metro quadrado na região.

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De acordo com o Plano Diretor da cidade, 75% da área do Aeroclube já é de área verde e não poderia ser construído nada no local.

Novo parque ecológico no Aeroclube

A construção do parque havia sido anunciada pelo secretário de planejamento do município, José William, no início de julho, em entrevista à TV Cabo Branco. O novo equipamento integra o pacote de obras programadas pelo prefeito Cícero Lucena (Progressistas) para o aniversário da capital.

O Aeroclube é alvo de tentativas desapropriação há pelo menos 10 anos. Em 2010, a gestão do então prefeito Luciano Agra, tentou desapropriar o local também para a construção de um parque. Depois foi refeita a pista, mas de barro. Em junho de 2019, o STF negou um pedido da prefeitura, agora na gestão de Luciano Cartaxo, também para desapropriar o local. Há três anos, no entanto, o local está sem operar voos por interdição da Aeronáutica.