Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

Carta de Natal: secretários de Saúde reagem e decidem que não vão exigir prescrição para vacinar crianças

A afirmação é uma reação ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que disse que o ministério recomendará que as crianças de 5 a 11 anos sejam vacinadas, desde que haja prescrição médica e assinatura de termo de consentimento pelos pais.

Foto: G1
Foto: G1

Em meio à polêmica criada pelo governo federal, por meio do Ministério da Saúde, em relação à vacinação de crianças contra Covid-19, os secretários estaduais de Saúde do país, que integram o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, resolveram escrever uma carta destinada aos “pequenos” e, claro, para seus pais.

O presidente do Conass, Carlos Eduardo de Oliveira Lula, assinou o documento em que afirma que os estados não vão exigir pedido médico para a vacinação de crianças.

A afirmação é uma reação ao ministro da Saúde Marcelo Queiroga, que disse que o ministério recomendará que as crianças de 5 a 11 anos sejam vacinadas desde que haja prescrição médica e assinatura de termo de consentimento pelos pais.

O Ministério da Saúde ainda não adotou medidas para iniciar a aplicação da vacina em crianças. Porém, anunciou a realização de uma consulta pública para ouvir a sociedade a respeito da imunização desse público.

Infelizmente há quem ache natural perder a vida de vocês, pequeninos, para o coronavírus. Mas com o Zé Gotinha já vencemos a poliomielite, o sarampo e mais de 20 doenças imunopreveníveis. Por isso, no lugar de dificultar, a gente procura facilitar a vacinação de todos os brasileirinhos. E é esse recado que queremos dar no dia de hoje, véspera de Natal: quando iniciarmos a vacinação de nossas crianças”, afirmaram.
E continuou: “avisem aos papais e às mamães: não será necessário nenhum documento de médico recomendando que tomem a vacina. A ciência vencerá. A fraternidade vencerá. A medicina vencerá e vocês estarão protegidos”, diz a carta assinada pelo presidente do Conass”.

Mesmo com sinal verde da Anvisa, o ministro Queiroga afirmou diversas vezes que a autorização da agência não é suficiente para iniciar a vacinação.