Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

Para fortalecer votação do PSB, socialistas querem Geraldo Medeiros candidato a federal

Em entrevista na manhã desta sexta-feira, o governador João Azevêdo, disse que apoiará o secretário se ele resolver se candidatar. O que muitos queriam ouvir.

Foto: Reprodução/Secom-PB
Foto: Reprodução/Secom-PB

Sem coligação, partidos que não entraram numa federação precisam se virar sozinhos. São obrigados a escolher os melhores nomes, encontrar aqueles que têm mais chances de convencer eleitores para turbinar votação.

Só assim, as legendas poderão ampliar ou manter bancada na Assembleia ou no Congresso.

Eleger um deputado federal é uma vitória, dois uma grande vitória; três, um “luxo”. Partidos que se vitaminaram
pretendem fazer isso, como o Republicanos, de Hugo Motta.

Para que pelo menos um passe pela peneira, estima-se que o grupo de candidato a federal tenha uns 160 mil votos.

No PSB, o nome da vez é o secretário de Saúde, Geraldo Medeiros. Socialistas estão trabalhando abertamente e nos bastidores para que ele se candidate a deputado federal pelo PBS. Pode ajudar na calda ou, quem sabe, ser o puxador da calda.

Em entrevista na manhã desta sexta-feira, o governador João Azevêdo, disse que apoiará o secretário se ele resolver se candidatar. O que muitos queriam ouvir.

 Se for candidato, terá meu apoio”, afirmou João Azevêdo.

Geraldo e alguns próximos não admitem a possiblidade, mas tem “brasa acesa”.

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O secretário de Saúde é elogiado pela forma que conduziu o combate a pandemia na Paraíba. Nos momentos
mais difíceis, foi sereno, cauteloso e eficiente. Mostrou habilidade para comandar a equipe no meio de uma “guerra”.

Hoje,  tem a visibilidade e o reconhecimento que poucos possuem.

O ex-diretor do Trauma de Campina Grande também teve passagem elogiada por lá e até foi  cogitado a disputar a vaga de prefeito na Rainha da Borborema. Manteve-se à frente do combate ao coronavírus no estado.

Agora, com a pandemia arrefecendo, com gestores já querendo tirar máscaras e sem o aparecimento
de nenhuma variante que precise de atenção especial, as justificativas para ficar no comando estão indo embora.

Para o governador, como a gente viu, basta ele decidir. “Eu faço questão de incentivar, se esse for o desejo dele não farei qualquer objeção”, disse Azevêdo ao jornalista Wallisson Bezerra.