Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

Mesmo com pré-candidato ao governo da Paraíba, PSDB perde Ruy e se enfraquece na disputa por vaga em Brasília

É um movimento justo para fortalecer a base partidária, mas, por outro lado, enfraquece (e muito) o PSDB na disputa da Câmara dos Deputados.

Foto: divulgação
Foto: divulgação

O deputado federal Ruy Carneiro deixou o PSDB e vai disputar a reeleição pelo PSC. Na nota, afirmou que objetivo é fortalecer a base partidária que dá apoio e sustentação à candidatura Pedro Cunha Lima (PSDB) a governador. “Esta é a razão da minha saída neste momento do PSDB. É uma mudança para fortalecer este projeto de transformação, para trazer o apoio de uma base importante, de uma chapa proporcional e de um partido fortes para a chapa majoritária liderada por Pedro”, acrescenta.

É um movimento justo para fortalecer a base partidária, mas, por outro lado, enfraquece (e muito) o PSDB na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. Perderá Pedro, perdeu Edna Henriques, que foi para o Republicanos. Deve perder Rafafá, suplente, que vai para o PSC. E o próprio Ruy.

Como repor? Quem de nome forte ocupará esses espaços ? A ex-deputada Iraê Lucena? Ainda não sabemos. A preço de hoje, se não nos falha a memória, não tem uma nome que gere expectativa de vitória e que vá representar a Paraíba em Brasília. Mas é preciso esperar a janela partidária fechar.

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No PSC 

No PSC, Ruy fará uma espécie de dobradinha com Leonardo Gadelha, deputado federal em exercício. Os dois esperam, junto com outros nomes, atingir o número de votos para eleger, no mínimo, um parlamentar. Até sonham (com esperança contida) que pode ser os dois. Mas já ficarão felizes se entrar um. Ruy continua com planos de, em 2024, ser candidato a prefeito de João Pessoa.

MDB

Um movimento parecido tem atingido o MDB. Apesar de ter um pré-candidato ao governo da Paraíba, Veneziano Vital, o partido perdeu filiados: Jullys e Márcio Roberto, políticos de São Bento. Tatiana Medeiros, médica de Campina. Raniery, de Guarabira. Também não tem “medalhões” para se candidatar a federal.

Enfim, tem algo diferente. Movimentos diferentes com esses partidos tradicionais, que dominaram a política majoritária e proporcional do estado nos último anos. Agora, caminham para uma eleição sem nomes conhecidos da política paraibana com disposição para concorrer uma vaga na Câmara