Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

Professores da UFPB participam de missão internacional de pesquisa na ONU, em Nova Iorque

Em julho, o Brasil assume a presidência do Conselho de Segurança da ONU e os pesquisadores vão apresentar e implantar projetos desenvolvidos aqui na Paraíba, em parceria com cientistas de outros estados.

Os professores da UFPB Iure Paiva e Amanda Galvíncio vão integrar uma missão internacional de pesquisa na Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, nos EUA, no próximo mês.

Iure é do Departamento de Relações Internacionais da UFPB (CCSA) e coordenador da Missão;  Amanda é professora do Departamento de Fundamentação da Educação.

Em julho, o Brasil assume a presidência do Conselho de Segurança da ONU e os pesquisadores vão apresentar e implantar projetos desenvolvidos aqui na Paraíba, em parceria com cientistas de outros estados.

Estão no grupo, o professor Rafael Mesquita e o doutorando Antonio Pires da UFPE, especialistas em ONU; e o professor Alexandre Hage (UNIFESP), especialista em energia e relações internacionais.

O grupo será recebido e acompanhará o trabalho da Missão Permanente do Brasil nas Nações Unidas.

De acordo com os diplomatas, nunca houve uma missão de estudo dessa natureza na representação, o que, para os pesquisadores, tem contornos especiais e de relevância para as ciências brasileira e paraibana.

Objetivos 

Ao Conversa Política, o professor Iure de Paiva, que também leciona no Programa de Pós-Graduação em Ciência Política e Relações Internacionais (PPGCPRI) da Universidade Federal da Paraíba (CCHLA), afirmou que, além de acompanhamento à Missão Permanente, a participação deles terá outros objetivos. São eles:

Primeiro, a apresentação e implantação de um “programa” chamado Enetrix, uma ferramenta web para registro, monitoramento e acesso das informações dos acordos internacionais firmados entre o Brasil e países dos cinco continentes.

É software centralizado em redes que fornece recursos especializados, funções computacionais e análise de conteúdo para o usuário final sobre os acordos internacionais do Brasil na área de energia firmados com outros países e organizações transnacionais”, explicou.

Segundo Iure, outra plataforma com fins parecidos já em uso não tem a velocidade e a eficiência do projeto paraibano. “É um trabalho pioneiro”, afirmou.

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Segurança Energética 

O Enetrix foi planejado e realizado pelo Gesene (Grupo de Estudos em Segurança Energética), vinculado ao Departamento de Relações Internacionais da Universidade Federal da Paraíba.

O Gesene tem como objetivo de fomentar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação sobre o tema, essencial ao desenvolvimento de um país e de sua sociedade.

A Missão é resultado de uma parceria que existe desde 2018 entre o Gesene com o Ministério de Relações Exteriores.

Base de dados

Segundo o pesquisador, o grupo também vai apresentar repositórios com dados do acervo de resoluções da ONU. “Um banco de dados estruturado”, registrou Iure.

Dentre os dados compilados pelos pesquisadores da equipe, há um levantamento de quais as resoluções mais citadas em todos os 75 anos de história da organização, análise computadorizada de mais de 50 mil discursos proferidos no Conselho de Segurança, e levantamento dos temas com os quais a delegação brasileira em Nova York mais se engajou.

Todas essas análises são intensivas em dados e revelam padrões que talvez a própria ONU desconheça sobre seu funcionamento”, afirma o professor Rafael Mesquita, que, juntamente com o doutorando Antonio Pires Santos da UFPE, realizou estudos.

Potencial das Universidades Federais do NE 

Outro objetivo, de acordo com Iure, é articular uma ação de diplomacia acadêmica internacional para demonstrar o papel das universidades federais do Nordeste na promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas.

A ideia é dar maior visibilidade, obter apoio para ampliar às ações das instituições e estabelecer parcerias para potencializar ações sobre o tema.

Aos estreitar os laços, os pesquisadores buscam demonstrar o potencial do Departamento de Relações Internacionais (DRI) e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política e Relações Internacionais da (UFPB).