CONVERSA POLÍTICA
ALPB aprova lei que impede desconsideração arbitrária de laudos médicos em concursos públicos
Os deputados também aprovaram projeto que cria uma linha direta para denúncias de inacessibilidade em órgãos e espaços públicos.
Publicado em 04/02/2026 às 16:18

A Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou, nesta quarta-feira (4), projeto de lei que endurece as regras para a atuação de juntas médicas em concursos públicos estaduais quando o candidato for pessoa com deficiência.
O Projeto de Lei (4.743/2025), de autoria da deputada Cida Ramos (PT), determina que laudos médicos emitidos por profissionais habilitados não poderão ser desconsiderados sem fundamentação técnica adequada.
Pela proposta, a junta médica só poderá divergir do laudo apresentado se a decisão estiver baseada em exames e pareceres complementares.
O texto também estabelece requisitos mínimos para os laudos, como identificação do candidato, do profissional emissor e avaliação detalhada da condição apresentada.
Na avaliação de Cida Ramos, a medida busca corrigir uma prática recorrente em concursos públicos, em que laudos médicos são rejeitados sem justificativa técnica, gerando insegurança jurídica e dificultando o acesso de pessoas com deficiência ao serviço público. “A proposta reafirma o compromisso do Estado com a inclusão, a igualdade de oportunidades e a lisura nos certames”, afirmou.
Linha direta para denúncia
Os deputados também aprovaram projeto da deputada Francisca Motta (Republicanos) que cria uma linha direta para denúncias de inacessibilidade em órgãos e espaços públicos, com atendimento por telefone, aplicativo e canais digitais.
As denúncias serão analisadas e encaminhadas aos órgãos responsáveis, com garantia de proteção dos dados do denunciante. Para Francisca Motta, a iniciativa fortalece a fiscalização social e o compromisso do Estado com a dignidade das pessoas com deficiência.
“Atualmente, muitos espaços públicos não estão adequadamente acessíveis às necessidades das pessoas com deficiência, dificultando seu pleno acesso aos serviços oferecidos pelo Poder Público, o que impõe a institucionalização de uma Linha Direta de Denúncia, em que o Estado da Paraíba reafirma seu compromisso com a inclusão e a dignidade das pessoas com deficiência, proporcionando a viabilidade e o oferecimento de canal direto de comunicação e fiscalização com quem lida diretamente com a problemática da inacessibilidade – as pessoas com deficiência”, defendeu Francisca Motta.

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