icon search
icon search
home icon Home > política > conversa política
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
Compartilhe o artigo
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
compartilhar artigo

CONVERSA POLÍTICA

Flávio Bolsonaro apaga carta golpista em que se dizia ‘presidente eleito’ do Brasil

Senador contestou a vitória de Lula, alegou fraude eleitoral sem apresentar provas e substituiu expressões em uma segunda versão do documento.

Publicado em 28/10/2026 às 18:32


					Flávio Bolsonaro apaga carta golpista em que se dizia ‘presidente eleito’ do Brasil
Joédson Alves/Agência Brasil

O senador Flávio Bolsonaro (PL) mudou o teor de uma carta divulgada nesta quarta-feira (28), após chegar aos Estados Unidos. Na primeira versão, ele se declarou o “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”, apesar de ter sido derrotado por Lula (PT) no segundo turno da eleição presidencial.

Na nova versão, as expressões foram substituídas por “líder do Brasil” e “líder”. O documento foi divulgado em meio à contestação do resultado eleitoral pelo senador, que não apresentou provas para sustentar as acusações de fraude.

Na carta, Flávio afirma que pretende liderar a oposição ao governo Lula a partir dos Estados Unidos. Ele também agradece ao presidente norte-americano, Donald Trump, e ao presidente argentino, Javier Milei, pelo que classificou como "acolhimento".

O senador acusa o Judiciário de promover perseguição política contra sua família, fala em um “regime de exceção” e nega que sua saída do Brasil represente uma fuga.

Flávio contesta resultado das urnas

Entre os argumentos apresentados pelo senador está a suposta irregularidade na decisão que ampliou o horário de votação no último domingo (25). A medida foi tomada após relatos de problemas no transporte público e dificuldades de deslocamento de eleitores.

Flávio atribui ao ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsabilidade pelo resultado. O senador questiona a atuação do magistrado, que já foi advogado de Lula, e afirma que a prorrogação teria permitido uma suposta fraude eleitoral.

Os pedidos para estender o horário de votação, no entanto, partiram tanto da campanha de Lula quanto da própria campanha de Flávio. Segundo os dados citados nas reportagens sobre o pleito, menos de 35 mil votos foram registrados após as 17h, enquanto a diferença final entre os candidatos superou 4,4 milhões de votos.

Na carta, Flávio também defende a cassação da chapa de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

PL reconheceu vitória de Lula

A contestação do senador contrasta com a posição oficial do PL. Em nota assinada pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, o partido reconheceu o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), embora tenha defendido o esclarecimento dos questionamentos levantados.

"Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo TSE, mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos", disse texto publicado pelo partido.

Imagem ilustrativa da imagem Flávio Bolsonaro apaga carta golpista em que se dizia ‘presidente eleito’ do Brasil

Angélica Nunes Laerte Cerqueira

Tags

Comentários

Leia Também

  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
    compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp