CONVERSA POLÍTICA
Com guia eleitoral, campanhas passam a disputar voto também fora das "bolhas digitais"
Candidatos ao governo da Paraíba fizeram a estreia no guia eleitoral no rádio e na televisão nesta sexta-feira (28).
Publicado em 28/08/2026 às 16:56

Agora não tem mais como dizer que a campanha não começou. Com a estreia do guia eleitoral no rádio e na televisão nesta sexta-feira (28), a disputa na Paraíba entra em uma nova fase. Isso porque, apesar da força das redes sociais, rádio e TV ainda têm peso por alcançarem públicos que estão fora das "bolhas digitais".
Para Alek Maracajá, da Ativaweb, o guia eleitoral mantém força pela escala, repetição e capacidade de chegar a diferentes classes sociais. Mas há uma diferença importante em relação às campanhas de outros períodos: o conteúdo não termina quando acaba o programa.
A tendência é que cada peça do guia seja pensada para circular também no ambiente digital. Uma fala pode virar vídeo curto, uma proposta pode ser repercutida nas redes, um ataque pode gerar resposta e uma imagem pode ganhar vida própria no Instagram, TikTok, WhatsApp...
"Ele tem a entrega na repetição e na presença para toda a campanha, mas hoje ele não termina apenas na televisão ou no rádio, ele tem um poder de viralizar dentro das redes sociais, então é por isso que o marketing político precisa pensar o Guia já conectado ao mundo digital", explicou, ao Conversa Política.
A campanha, portanto, passa a funcionar em duas velocidades. O eleitor vê na televisão, comenta no WhatsApp, recebe um vídeo no Instagram e pode ser impactado novamente pelo mesmo candidato no TikTok. Uma repetição que, se bem planejada, ajuda a fixar nomes e mensagens.
O desafio de transformar exposição em voto
O momento também será importante para os candidatos trabalharem dois desafios apontados pela pesquisa Quaest: conhecimento e rejeição. O governador Lucas Ribeiro (PP) ainda é desconhecido por 30% dos entrevistados e tem 22% de rejeição. Cícero Lucena registra 19% de desconhecimento e 46% de rejeição, enquanto Efraim Filho tem 20% e 46%, respectivamente.
Com a exposição diária, as campanhas terão a oportunidade de apresentar melhor seus candidatos, reforçar suas marcas políticas e tentar mudar percepções.
O guia também oferece algo que as redes não entregam da mesma forma: tempo, repetição e controle da mensagem. Ao longo das próximas semanas, cada candidatura poderá testar discursos, reforçar propostas e reagir à narrativa dos adversários.
Então, até 1º de outubro, o desafio será transformar tempo de rádio e televisão em lembrança, lembrança em percepção positiva e percepção em voto.

Comentários