Hospital Padre Zé: Corregedoria do TRT-13 recomenda solução consensual para ações trabalhistas

A desembargadora Margarida Araújo considerou que estas ações trabalhistas envolvem temas sensíveis, considerando os fatos recentes envolvendo o Hospital Padre Zé, investigado pelo Gaeco do Ministério Público.

A corregedora do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (Paraíba), desembargadora Margarida Alves de Araújo Silva, recomendou às Varas do Trabalho da Paraíba que enviem ao Centro Judiciário de Método Consensual de Solução de Disputas (Cejusc) de primeira instância as ações trabalhistas movidas contra o Instituto São José, que administra o Hospital Padre Zé

A recomendação da Corregedoria do TRT-13, disponibilizada no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho desta quinta-feira (18), atende a pedido feito pela própria instituição (Recomendação TRT13 SCR nº 001/2024).

A desembargadora Margarida Araújo considerou que estas ações trabalhistas envolvem temas sensíveis, considerando os fatos recentes envolvendo o Hospital Padre Zé, de supostos desvios de mais de R$ 140 milhões na entidade, durante a gestão do Padre Egídio, que é alvo de investigação do Gaeco do Ministério Público através da Operação Indignus.

A avaliação da corregedora e vice-presidente do TRT é que existem inquestionáveis e imediatas repercussões patrimoniais que, conjugadas com o grande rumor social, exigem uma sessão de conciliação ou mediação mais alongada, ou mesmo várias sessões para viabilizar a solução consensual.

Recentemente, ex-funcionários do Hospital Padre Zé procuraram o Conversa Política para denunciar a demora na baixa das carteiras assinadas após a demissão. Sobre isso, a corregedora salientou que não haverá prejuízo das providências jurisdicionais para evitar o perecimento do direito por parte da Vara do Trabalho de origem.

Assessoria de Comunicação Social TRT-13, com informações da Corregedoria