CONVERSA POLÍTICA
Hugo Motta cobra fidelidade e pressiona Republicanos a fechar com chapa governista em 2026
A cobrança pública escancara um impasse que o partido tenta administrar desde o rompimento de Cícero e João, em setembro do ano passado.
Publicado em 23/02/2026 às 16:25

O presidente estadual do Republicanos, Hugo Motta, decidiu tirar o partido do “modo avião”. Nesta segunda-feira (23), durante uma solenidade administrativa em Bayeux, o deputado cobrou fidelidade explícita das lideranças ao projeto do grupo governista para 2026.
Pré-candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa já estão fechados com a pré-candidatura de Nabor Wanderley (Republicanos) ao Senado. O recado de Hugo Motta, porém, vai além: o compromisso precisa incluir o vice-governador Lucas Ribeiro, apontado como candidato ao Governo do Estado, e o governador João Azevêdo, que disputará o Senado.
“O Republicanos tem alinhamento com o grupo liderado pelo governador João Azevêdo e deve compor a chapa majoritária, de forma unânime, em uma das vagas do Senado. É natural que cobremos alinhamento com essa chapa”, afirmou Hugo.
Republicanos divididos desde o racha João–Cícero
A cobrança pública escancara um impasse que o partido tenta administrar desde setembro do ano passado, quando João Azevêdo rompeu politicamente com o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena.
No fim de outubro, Hugo Motta reuniu lideranças estaduais e da capital para alinhar o discurso. Oficialmente, o partido fechou com o comando estadual. Nos bastidores, porém, a divisão permaneceu.
Na Assembleia Legislativa, o deputado Michel Henriques simboliza essa indefinição. Com base eleitoral forte em João Pessoa, reduto de Cícero, ele ainda evita cravar posição sobre qual projeto irá acompanhar nas próximas eleições.
O mesmo cenário se repete na Câmara Municipal da capital. Vereadores do Republicanos que integram a gestão municipal não escondem a resistência em romper com o prefeito. É o caso de Marmuthe Cavalcante e Marcílio do HBE, atualmente licenciados para comandar, respectivamente, as secretarias de Desenvolvimento Humano e de Mobilidade Urbana (Semob-JP).
Também orbitam esse grupo Mikika Leitão, Toinho Pé de Aço, Valdir Trindade e Wamberto Ulysses, que agora terão de transformar a ambiguidade em escolha.
Decisões já tomadas
Até agora, apenas dois movimentos foram definitivos. O deputado Felipe Leitão rompeu com o governo e abraçou o projeto de Cícero, com saída encaminhada do Republicanos.
Já a suplente Capitã Rebeca entregou o cargo de secretária adjunta de Segurança e optou por seguir o alinhamento defendido pelo comando estadual da legenda.

Comentários