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CONVERSA POLÍTICA

MPF abre inquérito para investigar ocupações em área de restinga na Praia da Penha, em JP

Investigação vai apurar impactos ambientais e avaliar medidas de ordenamento socioambiental e recuperação da área.

Publicado em 16/09/2026 às 16:11


					MPF abre inquérito para investigar ocupações em área de restinga na Praia da Penha, em JP
MPF entra com ação para demarcação de território quilombola na Praia da Penha, em João Pessoa - Foto: Gabriel Costa/G1. Gustavo Demétrio

O Ministério Público Federal (MPF) abriu, nesta quarta-feira (16), um inquérito civil para investigar impactos ambientais provocados por ocupações sobre a vegetação de restinga na área da Comunidade da Penha, na Praia da Penha, em João Pessoa.

A área investigada integra a Comunidade Tradicional Pesqueira e Quilombola da Penha, certificada e em processo de assistência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para regularização fundiária.

Segundo o MPF, a restinga é considerada Área de Preservação Permanente (APP) e tem papel relevante na proteção da zona costeira.

O objetivo formal da investigação é apurar os impactos ambientais decorrentes das ocupações na vegetação de restinga e propor e acompanhar medidas de ordenamento socioambiental e recuperação ecológica da área.

Inquérito instaurado

Conforme a portaria, assinada pelo procurador da República João Raphael Lima Sousa, constatações técnicas preliminares apontaram a existência de impactos ambientais e ocupações sobre a vegetação de restinga, o que levou o MPF a determinar a realização de um diagnóstico mais detalhado da situação.

Na portaria, o procurador destaca que a apuração deverá considerar tanto a proteção ambiental quanto os direitos da população tradicional que ocupa a região.

O MPF afirma que o reconhecimento da identidade cultural e da proteção especial conferida às comunidades tradicionais não significa autorização para a manutenção de eventuais infrações ou crimes ambientais.

A intenção, segundo o documento, é buscar um ordenamento socioambiental que concilie a recuperação ecológica com a sustentabilidade da comunidade.

Apoio de pesquisadores

O inquérito também poderá contar com cooperação técnica de instituições e projetos de pesquisa especializados, entre eles o Projeto PREAMAR, para produção de dados científicos, diagnósticos ambientais e elaboração de propostas de conservação e reordenamento da área.

O procedimento prevê ainda a realização de diligências iniciais, com requisições e outras providências que serão definidas pelo MPF durante a instrução do inquérito.

Leia também:

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MPF entra com ação para demarcação de território quilombola na Praia da Penha, em João Pessoa - Foto: Gabriel Costa/G1

Angélica Nunes Laerte Cerqueira

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