CONVERSA POLÍTICA
Na CBN: Olímpio Rocha defende cobrar impostos pelo IDH do município e novo modelo na Segurança
Advogado do PSOL participou da Sabatina da CBN com os pré-candidatos ao Governo da Paraíba nesta quinta-feira (16).
Publicado em 16/07/2026 às 11:56

O advogado Olímpio Rocha (PSOL) participou da Sabatina da CBN com os pré-candidatos ao Governo da Paraíba nesta quinta-feira (16). Na entrevista, ele apresentou propostas voltadas para a redução das desigualdades regionais, mudanças na política tributária e uma nova estratégia para a segurança pública.
Olímpio defendeu uma política fiscal que leve em consideração o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de cada município. Pela ideia, empresários instalados em cidades menos desenvolvidas pagariam menos impostos do que aqueles que atuam em grandes centros.
"Quem ganha mais paga mais, quem ganha menos paga menos. O empresário de Zabelê não pode ter a mesma carga tributária de quem empreende em João Pessoa", afirmou.
Segundo o pré-candidato, a medida seria uma forma de estimular o desenvolvimento econômico do interior e reduzir as desigualdades entre os municípios paraibanos.
Críticas ao governo
Durante a entrevista, Olímpio criticou a gestão estadual por manter recursos em caixa, sem transformá-los em políticas públicas capazes de reduzir desigualdades sociais.
Ele afirmou que a Paraíba precisa ampliar investimentos em saúde, educação e inclusão social, além de citar os baixos salários registrados no estado como um dos reflexos desse cenário.
Também fez críticas ao impacto social e ambiental de grandes obras de infraestrutura, como a chamada "Ponte do Futuro". Na avaliação dele, empreendimentos desse tipo acabam beneficiando grandes condomínios e áreas de alto padrão, enquanto as regiões mais pobres permanecem carentes de investimentos.
Segurança pública
Na segurança pública, Olímpio defendeu a valorização dos profissionais da área, com planos de cargos, carreira e remuneração.
Ele afirmou que o enfrentamento ao tráfico de drogas precisa priorizar inteligência e investigação financeira, adotando a estratégia conhecida como follow the money ("siga o dinheiro") para identificar as organizações criminosas e seus financiadores.
Segundo o pré-candidato, o foco não deve ser apenas o aumento das prisões, mas a responsabilização das lideranças do crime organizado, sempre com respeito ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa.
Olímpio também chamou atenção para a superlotação do sistema prisional paraibano. Segundo ele, o estado possui cerca de 13 mil pessoas presas para um sistema com capacidade entre 6 mil e 7 mil vagas.
Ao criticar o que classificou como uma política de "necropolítica", afirmou que o Estado "prende muito e prende mal", concentrando esforços sobre pessoas vulneráveis, enquanto deveria combater quem obtém lucro com o tráfico de drogas.
Como alternativa, defendeu investimentos na valorização dos policiais penais e dos agentes socioeducativos, com foco na ressocialização dos detentos e no cumprimento da Lei de Execução Penal e dos princípios previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
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