CONVERSA POLÍTICA
Operação Pérfidus: TRE-PB manda investigação contra suplente de deputado para 1ª instância
O nome do parlamentar não foi divulgado porque o processo tramita em segredo de Justiça.
Publicado em 28/09/2026 às 12:28

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) decidiu, nesta segunda-feira (28), remeter para a primeira instância uma investigação criminal contra um suplente de deputado estadual, investigado no âmbito da Operação Pérfidus. O nome não foi divulgado porque o processo tramita em segredo de Justiça.
O pedido foi feito pela Procuradoria Regional Eleitoral, que apontou que os fatos investigados não estão relacionados ao período em que o parlamentar exerceu mandato na Assembleia Legislativa da Paraíba. Por isso, segundo o Ministério Público Eleitoral, não caberia ao TRE-PB julgar o caso.
O pedido foi relatado pelo desembargador Keops Vasconcelos, que orientou para onde o processo deveria ser remetido. "Por se tratar de fatos praticados em João Pessoa, o juízo competente deve ser o juízo das garantias nível 2, que corresponde a 64ª zona eleitoral", defendeu.
Os demais integrantes da Corte acompanharam o entendimento apresentado pela Procuradoria Regional Eleitoral.
Operação Pérfidus
Deflagrada em 2 de junho de 2026 pelo Gaeco/MPPB e pela Polícia Civil, a Operação Pérfidus investiga uma organização suspeita de desviar drogas e praticar corrupção dentro de órgãos de segurança pública em João Pessoa.
Entre os principais alvos estão o delegado Braz Morroni e os investigadores Everton Aires, conhecido como “Bomba”, e Eduardo Jorge, o “Mão Branca”.
Segundo as investigações, o grupo teria desviado drogas apreendidas em operações policiais e registrado oficialmente apenas parte do material. Ainda conforme as investigações, a droga desviada era posteriormente comercializada, inclusive dentro do sistema prisional.
A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 10 milhões em bens dos investigados. Os policiais seguem presos por decisão da Justiça.

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