CONVERSA POLÍTICA
OPINIÃO: Lucas e o fantasma do preposto
Qualquer conversa sobre política bate nele. De cada 10 pessoas, 10 dizem que o tio, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP) é quem vai administrar.
Publicado em 11/02/2026 às 12:08

Um fantasma ronda a pré-candidatura ao governo da Paraíba do vice-governador Lucas Ribeiro (PP). É o fantasma do preposto.
Qualquer conversa sobre política bate nele. De cada 10 pessoas, 10 dizem que o tio, o deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP), é quem vai administrar o Estado e Lucas é um mero representante formal.
Não é a imagem de um cabo eleitoral, apenas.
Atribuem ao experiente parlamentar federal todas as articulações de apoio para a candidatura, que estão acontecendo a todo vapor; as decisões, que estão sendo tomadas para a eleição; as pressões e a formatação do novo governo, além dos movimentos do grupo e até futuro das próximas duas eleições.
Lucas é visto como 'gente boa', esforçado e tem colado no governador João Azevêdo (PSB) para tentar fortalecer sua imagem de administrador, mas quando a pergunta é quem vai administrar, se eleito, o nome do tio vem à tona com muita força.
O pior, aos 36 anos, não pode se sustentar numa larga experiência de gestão pública. Tem três anos e meio como vice-governador, dois anos como vice-prefeito de Campina Grande, foi secretário de Ciência e Tecnologia de Campina Grande e suplente de vereador na cidade.
Uma trajetória que será colocada em debate pelos adversários na eleição.
Por enquanto, o fantasma do preposto é um figurino que está colado nele e não há garantias de que vai se livrar, mesmo com a caneta na mão.

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