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POLÍTICA

Eleição para o Senado tende a ser decidida na reta final, diz CEO da Quaest sobre disputa na PB

Com 63% dos eleitores sem citar candidato na pesquisa espontânea, CEO da Quaest alerta para cautela na leitura do cenário

Publicado em 23/09/2026 às 15:25


					Eleição para o Senado tende a ser decidida na reta final, diz CEO da Quaest sobre disputa na PB
CEO da Quaest, Felipe Nunes. Reprodução

O cientista político e CEO da Quaest, Felipe Nunes, disse nesta quarta-feira (23) que é preciso ter “cuidado” ao interpretar o cenário da disputa pelo Senado na Paraíba, com base no levantamento divulgado nesta terça-feira (22). O alto número de indecisos e a definição de votos na reta final podem impactar.

Com base no histórico de outras eleições, Nunes explicou que, primeiro, o eleitor fica mais atento à eleição presidencial. Em seguida, passa a acompanhar o debate para o Governo do Estado e, só nos últimos dias da campanha, tende a definir o voto para o Senado.

Na pesquisa espontânea da Quaest, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, 63% não citaram nenhum candidato ao Senado. O percentual, embora tenha caído em relação aos 75% registrados em agosto, ainda representa um alto nível de indefinição.

Avaliação dos candidatos

O cientista político também avaliou os “pontos fortes” de cada um dos principais candidatos.

Segundo Nunes, a vantagem de João Azevêdo (PSB), além da distância em relação aos concorrentes no cenário geral, atinge 42% na escolha do primeiro voto. O socialista alcança 28% na soma das intenções para as duas vagas, mantendo uma distância de 10 pontos percentuais para o segundo colocado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que tem 18%.

Apesar do empate técnico no limite da margem de erro entre Veneziano, com 18%, e Nabor Wanderley (Republicanos), com 12%, Nunes vê um “distanciamento” entre os dois. Isso porque o potencial de votos de Veneziano, neste momento, supera o de Nabor.

No caso do ex-prefeito de Patos, apesar da oscilação positiva em relação ao último levantamento, o desafio seria o desconhecimento. Segundo a pesquisa, 43% dos entrevistados ainda dizem não conhecê-lo, a duas semanas da eleição.

Em relação a Marcelo Queiroga (PL), segundo Felipe Nunes, o que pode surpreender é o sentimento “antissistema”. Ele lembrou que o PL conseguiu “alavancar” seus candidatos em meio à crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). “Em outras eleições foi assim, vamos ver se na Paraíba este ano a gente consegue capturar esse movimento na reta final”, comentou.

Definição na reta final

Na avaliação de Felipe Nunes, o eleitor deve decidir o voto para o Senado somente na reta final. A expectativa, porém, é de uma disputa mais acirrada pela escolha do eleitor em relação à segunda vaga.

"O [ex-governador] João Azevêdo sai bem avaliado do governo, e por isso também tem essa vantagem, mas estou muito curioso para ver como esses outros nomes vão conseguir aparecer e construir uma reta de chegada para alavancar seus números", disse.

"A eleição para o Senado é definida no últmo dia, entre o sábado e o domingo, então vamos ter que observar esse número com muito cuidado", afirmou.

Assista à entrevista na íntegra clicando aqui

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Felipe Nunes

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