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POLÍTICA

Eleições 2026: Paraíba registra queda de 42% no número de candidaturas em relação a 2022

Dados são relativos a comparação entre o pleito de 2022 e também o de 2026. Em números absolutos, uma redução de 316 nomes de uma eleição para outra.

Publicado em 03/09/2026 às 6:18


					Eleições 2026: Paraíba registra queda de 42% no número de candidaturas em relação a 2022
Número de candidaturas para eleições na Paraíba em 2026 cai 42% em comparação com 2022 - Foto: (Foto: Divulgação / TSE).

O número de candidaturas para as Eleições 2026 na Paraíba caiu 42% em comparação com as candidaturas para o pleito em 2022. Os dados foram extraídos pela TV Cabo Branco do sistema DivulgaCand.

Conforme os dados, em 2022 foram 752 candidaturas registradas, enquanto para que para as Eleições de 2026 são 436. Esses números representam uma redução em números absolutos de 316 nomes de uma eleição para outra.

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O levantamento leva em consideração todos os cargos que estão sendo disputados para o pleito deste ano, como governador, vice-governador, deputado federal e estadual, além de senadores.

Também de acordo com o levantamento, a maior redução de registro de candidaturas foi para o cargo de deputado estadual. Em 2022, 471 candidaturas para o cargo foram registradas, enquanto que para as eleições deste ano foram registradas 208 candidaturas, o que resulta numa redução de 55%.

Houve redução ainda no número de candidaturas para deputado federal. Em 2022 foram 251 registros, enquanto que para as eleições atuais houve 184 candidaturas, resultando em uma redução de 27%.

No recorte de gênero, houve um crescimento em candidaturas de candidatas mulheres para as eleições. No pleito de 2022, 34% das candidaturas eram do gênero feminino, e em 2026 o número subiu para 36%.

Queda é 'atípica', diz especialista

Sobre os dados ao Jornal da Paraíba, Italo Fittipaldi, Professor do Departamento de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), comentou que o fenômeno é novo, dado que os dados entre 2006 e 2022 mostravam um crescimento de candidaturas.

"Quando a gente analisa o quantitativo de candidatos por eleição de 2006 até 2026, ou seja, pegando todos esses processos eleitorais com eleições gerais no Brasil, vamos chamar assim para separar daquelas de eleições municipais, de fato, você teve uma reversão da ascensão do número de candidatos. Esse número estava crescendo, crescendo até exponencialmente, atingindo o ápice em 2022, e aí você tem uma queda", disse.

O professor explicou que esse movimento é atípico, considerando que como as candidaturas atingiram ápice em 2022, segundo ele, a diminuição sensível seria apenas o retorno a um patamar normal.

"Esse número estava crescendo, crescendo até exponencialmente, atingindo o ápice em 2022, e aí você tem uma queda. Então, duas coisas a gente tem que analisar. Em primeiro lugar, a queda que houve nessa eleição de 2026 foi tão significativa porque 2022 é que o número foi atípico", explicou.

O segundo ponto analisado pelo especialista foi de que menos partidos estão disputando o processo eleitoral em função de recursos, como o fundo partidário, se concentrado em algumas candidaturas.

"Então, menos partidos estão disputando o processo eleitoral e em função, acredito eu, de recursos, ou seja, o fundo partidário ser concentrado em algumas candidaturas, então a nominata, é indicação do nome dos candidatos para o partido, foi reduzida", ressaltou.

Ele ainda usou o exemplo do partido PSD, que, segundo ele, teve uma redução "significativa" de candidatos. Ele cita uma não fragmentação de recursos.

"Talvez uma boa explicação para isso seja exatamente isso, você não fragmentar os recursos de campanha, os recursos oficiais de campanha, já que as eleições elas vão ficando um pouco mais caras a cada ciclo eleitoral. Então eu acredito que essa seja uma explicação", finalizou.

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Jornal da Paraíba

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