POLÍTICA
Na CBN, Anísio cita inquietação com perda de apoios a João e critica acordos "impublicáveis"
Socialista confirma insatisfação de aliados com a migração de apoios de prefeitos para Nabor Wanderley.
Publicado em 23/06/2026 às 17:22 | Atualizado em 23/06/2026 às 17:37

O ex-deputado estadual Anísio Maia (PSB) externou a insatisfação de setores da base governista com a condução das articulações para a disputa ao Senado nas eleições de 2026. Em entrevista à rádio CBN Paraíba, nesta terça-feira (23), ele cobrou reciprocidade do ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), em relação ao projeto do ex-governador João Azevêdo (PSB).
Segundo Anísio, apesar de defender publicamente a chapa governista de forma conjunta, Azevêdo não estaria recebendo o mesmo tratamento por parte de Nabor. “Se ele em todo canto que vai defende o voto dele e de Nabor para o Senado, por que não há uma contrapartida? Por que Nabor não faz a mesma coisa? Onde ele defende o nome dele e de João?”, questionou.
O ex-deputado afirmou que a situação tem gerado inquietação entre militantes e aliados do ex-governador e defendeu uma definição mais clara sobre a estratégia eleitoral do grupo. “Se é chapa fechada, é chapa fechada. Se é cada um por si, que se expresse claramente isso”, declarou.
Negociatas impublicáveis
A manifestação de Anísio ocorre dias após o vazamento de mensagens atribuídas a ele em um grupo de WhatsApp, nas quais demonstrava preocupação com o avanço de Nabor sobre bases políticas ligadas a João Azevêdo.
Apesar de João e Nabor terem minimizado as insatisfações internas, durante a entrevista Anísio afirmou que a cobrança por fidelidade a João tem sido recorrente. “Existe uma reclamação geral daquelas pessoas que cobram uma fidelidade ao nosso ex-governador João Azevêdo”, afirmou.
Ao comentar o cenário político na disputa ao Senado, Anísio também fez uma crítica mais ampla às negociações eleitorais e disse que há, atualmente, a costura de acordos políticos impublicáveis para obtenção de apoios.
“A política brasileira está se deteriorando por isso. Os compromissos políticos programáticos estão sendo substituídos por negociatas eleitorais que ninguém nem pode publicar”, disse.

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