Pleno Poder

João Paulo Medeiros

A decisão do PSDB e a posição ‘flex’ de Pedro Cunha Lima diante do Governo

Deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB)
Foto: Ascom

Fiquei surpreso com o que tem sido publicado, desde ontem, pela imprensa nacional sobre a posição do deputado paraibano Pedro Cunha Lima (PSDB) sobre o Governo Bolsonaro. Conforme as publicações, Pedro tem dito que não fará uma oposição ‘ferrenha’ ao Governo.

E digo que as informações provocam surpresa porque, semanas atrás, o mesmo deputado defendeu uma ‘terceira via’ para a Presidência, em entrevista à Rádio CBN. E disse que o país precisava deixar de lado a polarização ‘Bolsonaro x Lula’.

Agora, após o anúncio da direção nacional do PSDB de que o partido está formalmente na oposição, Pedro diz que tem críticas, mas não deverá seguir à risca a cartilha partidária.

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A nota tucana, inclusive, depois dos atos do 7 de setembro, é bastante dura e contrária ao bolsonarismo. E o paraibano, inclusive, é presidente estadual da legenda na Paraíba.

A posição de Pedro é difícil de ser compreendida. Mas há explicações possíveis.

Uma delas é a própria conjuntura política local e nacional. O deputado é um ferrenho crítico do petismo e, na Paraíba, tem bases mais na centro-direita.

Uma outra é que o cunhado de Pedro, Evaldo Cavalcanti da Cruz Neto, é o atual superintendente da Sudene.

Juntando as duas coisas, talvez, é possível entender o tamanho da ‘saia justa’.

A julgar pelo que tem sido noticiado (e não desmentido por Pedro) pela imprensa nacional, hoje Pedro é ‘flex’ com relação ao Governo.