João Paulo Medeiros

Empresa contratada por Mario Frias, no Rio, recebeu mais de R$ 2 milhões de prefeituras da Paraíba

Construtora foi aberta em 2019 e pertence a uma beneficiária do Auxílio Emergencial

Foto: Ascom
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Nos últimos dias o nome de uma construtora, registrada na Paraíba, tem ganhado espaço no noticiário nacional. O empreendimento foi contratado por R$ 3,6 milhões pela Secretaria Especial da Cultura, comandada por Mario Frias, para obras de conservação e manutenção do Centro Técnico Audiovisual (CTAv) – um edifício da União que reúne relíquias do cinema nacional na zona norte do Rio de Janeiro.

A Construtora Imperial Eireli pertence a Danielle Nunes de Araújo. No início do ano passado, ela se inscreveu no programa de auxílio emergencial do Governo Federal e recebeu o benefício por oito meses seguidos – de acordo com reportagem do Jornal O Globo.

O que pouca gente sabe é que, além dos serviços contratados com o Governo Federal, a empresa conseguiu abocanhar mais de R$ 2 milhões em obras junto a prefeituras paraibanas.

De acordo com o Sagres, do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), pelo menos 12 municípios já contrataram, de 2019 até agora, com a empreiteira – aberta em maio de 2019.

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Além disso, a construtora também já manteve um contrato de R$ 17 mil com a Secretaria de Saúde do Estado.

O valor foi pago, conforme o empenho, para construção de uma bancada de granito e mesas em um hospital da rede pública de saúde da Paraíba.

Os serviços, conforme a Secretaria de Saúde do Estado, foram executados em junho do ano passado.

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No caso do Rio de Janeiro, a contratação da Construtora Imperial ocorreu por meio de dispensa de licitação.

Conforme o Jornal O Globo, dados do Ministério da Economia indicam que a Construtora Imperial não registrou funcionário algum em sua última declaração da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), entregue em 2019, ano em que foi fundada. Segundo a pasta, as informações devem ser atualizadas anualmente.

Ao Jornal O Globo a secretaria de Cultura do Governo Federal disse que “a empresa em questão possui inúmeros contratos anteriores com a administração pública. A área técnica do Ministério do Turismo observou todas as exigências legais, estando em plena execução das obras”.