João Paulo Medeiros

Operação em Dona Inês: prefeitura teria pagado transporte escolar após incêndio ter destruído veículo

Mandados foram cumpridos na manhã de hoje, em cidades do Brejo

Foto: Ascom
Foto: Ascom

A operação deflagrada hoje, pelo Gaeco e Polícia Civil na cidade de Dona Inês, teve como alvo principal um suposto ‘esquema’ de fraudes na compra de combustíveis em um empreendimento que seria administrado pelo ex-prefeito João Idalino da Silva, entre os anos de 2017 e 2020.

Uma auditoria do TCE identificou indícios de sobrepreço e o posto de combustíveis que fornecia o produto estaria em nome da irmã do ex-gestor.

Mas há outros fatos que também estão na mira dos investigados. Um deles é curioso.

Na decisão judicial que determinou o cumprimento dos 14 mandados de busca e apreensão, há o relato de que a prefeitura de Dona Inês teria contratado uma microempreendedora para “realizar serviço de transporte escolar e que os valores dos serviços foram pagos após um incêndio já haver destruído o veículo”.

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Há ainda a informação, sendo investigada, de que “alguns prestadores de serviço do município não receberam contraprestação pelo trabalho, pois, apesar desses valores serem pagos com cheques em nome dos prestadores, foram depositados em contas de titularidade de José Idalino e seus parentes; que José Idalino teria adquirido uma motocicleta de Luís Moreira de Araújo, por meio de implantação de gratificações em seu contracheque; que a moto foi colocada em nome de Sebastião Alves da Silva e, em seguida, locada ao Município”.

As suspeitas, claro, ainda estão sendo apuradas.

O cumprimento dos mandados de busca e a análise dos materiais apreendidos podem colaborar para a confirmação, ou não, dos indícios.

Até agora o Blog não conseguiu contato com o ex-prefeito João Idalino, nem com os demais citados pela investigação. O espaço, claro, estará sempre aberto às manifestações das defesas dos investigados.