João Paulo Medeiros

Com Veneziano no páreo, vice de Campina na chapa de João deixa de ser ‘opção’ e vira ‘necessidade’

Cidade pode ter duas candidaturas oposicionistas em 2022

João Azevedo chega para reunião com secretários no Centro de Convenções (foto: Raniery Soares/CBN)
foto: Raniery Soares/CBN

O que um dia pareceu ser opção, tem aos poucos se tornado uma necessidade pela força das circunstâncias e das movimentações políticas recentes. Com uma pré-candidatura quase irreversível do senador Veneziano Vital (MDB) ao Governo e o deputado Pedro Cunha Lima (PSDB) também na disputa, o governador João Azevêdo (Cidadania) precisará ter um vice de Campina Grande.

Uma decisão diferente disso deixaria a chapa governista ‘órfã’ de representação na segunda maior cidade do Estado. Algo que, certamente, tem sido avaliado por auxiliares mais próximos do Governo.

Tempos atrás, ao ser questionado pela imprensa, Azevêdo defendeu que a formação da chapa não era uma “questão geográfica”. E na época ele tinha razão…

Mas, com a mudança iminente de cenário, a tese perde força.

Deixar Campina fora da chapa, tendo duas outras candidaturas disputando o pleito, seria um erro estratégico perigoso. E não se trata de ‘campinismo’. Além de ser o segundo colégio eleitoral do Estado, a cidade irradia influência em municípios do Brejo e Agreste.

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Não à toa o Governo tem concretizado, dia após dia, uma aproximação com o PSD e com o grupo liderado pelo ex-prefeito campinense Romero Rodrigues.

Com duas prováveis candidaturas de oposicão na cidade, o referencial geográfico de Campina precisará ser considerado sim para o ‘xadrez’ do Governo.