João Paulo Medeiros

Oposição na Assembleia mantém miopia e briga, internamente, até com o vento

Foto: divulgação/alpb

O bloco de oposição na Assembleia Legislativa da Paraíba é o ‘dos sonhos’ para qualquer Governo. Disperso, sofre de miopia crônica e não consegue, nem mesmo, entender-se minimamente. Os seus integrantes entram em rota de colisão, internamente, até na hora de receber novos membros.

A confusão mais recente aconteceu nesse fim de semana, quando o líder do grupo, deputado Cabo Gilberto (PSL), falou sobre a chegada de mais deputados oposicionistas no grupo – incluindo-se os petistas Estela Bezerra, Cida Ramos e Jeová Campos.

As reações de membros do bloco, movidas pela necessidade de agradar o discurso radical de alguns setores, foram instantâneas.

E jamais se falou em aderir a bandeiras ou ideais defendidos pelos novos integrantes.

A proposta, tão somente, foi de reunir as diferentes matizes oposicionistas sob uma discussão que é do bloco. Até porque, alinhados ou não, todos passarão a ser integrantes do grupo a partir de agora.

Veja também  Disputa por espaços afasta Efraim e Pedro Cunha Lima de agenda de Bolsonaro na Paraíba

A verdade é que alguns dos oposicionistas preferem aderir ao ‘rame-rame’ da política e às questiúnculas individuais, mas não enfrentam o debate dos temas que, de fato, interessam ao Estado.

O episódio do fim de semana, inclusive, foi apenas mais um que ilustra esse contexto.

Ano passado, por exemplo, quando o ex-prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues (PSD) tentava surgir como pré-candidato do grupo ao Governo, não faltaram questionamentos sobre a política nacional, astronomia, a descoberta do Ovo de Colombo… que terminaram por implodir, juntamente com outros fatores, a potencial candidatura.

Com uma visão míope, baseada na tese de dividir o que já é pequeno, o bloco deve permanecer tendo dificuldade na Assembleia. Bom para o Governo… que tem uma bancada de oposição na Assembleia dos ‘sonhos’, capaz de brigar internamente até com o vento.