João Paulo Medeiros

Impasse no transporte público: prefeito diz que subsídio não vai financiar lucro de empresas

Prefeitura cogita intervir no sistema. Distritos estão sem ônibus desde o fim da semana passada

Foto: Pleno Poder

O prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (PSD), decidiu elevar o ‘tom’ diante da decisão das empresas que fazem o transporte público em manter a suspensão de circulação dos veículos nos distritos da cidade. Ele avisou que só receberá representantes do setor caso as empresas retomem a prestação dos serviços.

Bruno foi taxativo.

“Dinheiro público não vai para o bolso de empresário. Dinheiro público, se for investido no sistema, é para manter o equilíbrio econômico do contrato, não para aumentar lucro de empresário”, afirmou.

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A discussão ocorre em torno do subsídio pago pela prefeitura para manter o sistema de transporte público em funcionamento.

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As empresas querem um valor fixo, de R$ 0,55 por passageiro. Já o município argumenta que, com o aumento dos usuários e do faturamento das empresas, o valor do subsídio deve ser reduzido e variável.

Em fevereiro a PMCG repassou mais de R$ 300 mil em subsídio. No mês seguinte, com o aumento dos passageiros, reduziu para pouco mais de R$ 100 mil – conforme os dados da STTP.

A tese do prefeito tem o apoio popular. O sistema precisa se aperfeiçoar para ‘andar com as próprias pernas’.