João Paulo Medeiros

A lógica da política é a soma, mas o PT da Paraíba subtrai

Executiva apresentou nomes como alternativas de vice para chapa do senador Veneziano Vital

Foto: Angélica Nunes

Imaginem só um partido político que já não anda tão bem das pernas. Nas últimas eleições municipais, elegeu apenas um dos 223 prefeitos paraibanos. Mantém um deputado federal e alguns poucos na Assembleia. Algumas de suas principais lideranças, recém chegadas, estão tentando voltar ao cenário estadual após serem alvo de denúncias de fraudes e desvios.

Esse partido, racionalmente falando, deveria estar aberto a novos aliados, ao diálogo construtivo e a somar novos apoios e engajamentos.

Mas o PT paraibano tem invertido a lógica. Em vez de somar, subtrai as possibilidades de fortalecimento.

Isso aconteceu recentemente, quando o partido deixou o deputado Anísio Maia e outros petistas históricos serem punidos, provocando a saída de Maia. E agora, com o exclusão de nomes ligados ao ex-prefeito Luciano Cartaxo da lista de prováveis candidatos a vice na chapa do senador Veneziano Vital (MDB).

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Inexplicavelmente, os Cartaxos foram retirados da lista apresentada pela executiva estadual da legenda ontem.

Digo de forma inexplicável porque, embora não seja unanimidade dentro do partido, o ex-prefeito e seu irmão mantêm ainda um espólio eleitoral que não pode ser ignorado. Maior, aliás, que o potencial de alguns dos indicados na lista petista.

Ao comentar hoje a decisão partidária, o ex-prefeito tentou, mas não conseguiu esconder o desapontamento. “Página virada”, limitou-se a dizer.

A decisão de excluir prejudica o próprio PT. Luciano, que andava ‘pouco empolgado’ com a disputa majoritária estadual, agora deverá se distanciar ainda mais dos petistas que irão para o embate.

Uma subtração que poderia, pelo menos, ter sido postergada. De uma política que soma o PT paraibano tem passado longe…