‘BBB do Padre Zé’ existiu, mas ainda não se sabe quem foram os ‘participantes’

A direção do Hospital Padre Zé confirma que pelo menos uma câmera oculta foi encontrada nas dependências da unidade. Não há detalhes de onde ela estaria, nem se mais equipamentos teriam sido espalhados na gestão anterior do padre Egídio de Carvalho Neto.

Uma espécie de ‘varredura’ está sendo feita para tentar encontrar novos elementos.

O fato tem despertado também a atenção dos investigadores, que irão avaliar se no equipamento há gravações e quando elas foram feitas. Por enquanto não se sabe, conforme apurou o Blog junto ao Gaeco, quem teria sido ‘filmado’ nas dependências do Padre Zé.

O material ainda não foi oficialmente entregue aos investigadores, até onde apurou o Blog. Mas ainda assim a possibilidade de existência de um ‘BBB’ dentro do hospital, cuja antiga direção é investigada por fraudes milionárias, certamente tem preocupado quem tem algum tipo de ‘conta no cartório’.

Recentemente a Justiça manteve a prisão do Padre Egídio e das outras duas ex-diretoras. Semana passada a defesa do religioso protocolou resposta à acusação e na peça elencou como testemunhas 36 pessoas, entre elas o arcebispo da Paraíba e até o governador do Estado – uma iniciativa talvez para tentar tumultuar o processo e colocar medo em alguns dos arrolados.

Agora… a descoberta do possível monitoramento. Algo que pode ser parecido com o que fez Daniel Gomes, delator da Calvário, que gravou autoridades na época dos desvios da saúde.

A pergunta que se faz é: quem foram os participantes dessas cenas, no caso do Padre Zé?

‘BBB do Padre Zé’ existiu, mas ainda não se sabe quem foram os ‘participantes’

A investigação no Padre Zé

A investigação teve início após um suposto ‘furto’ de aparelhos celulares doados pela Receita Federal para as entidades. A partir daí a Polícia Civil e o Gaeco começaram a apurar possíveis desvios na gestão do Hospital e de outras instituições ligadas. No total, os investigadores estimam desvios de R$ 140 milhões.

Um pedido de prisão do padre Egídio, Amanda e Jannyne chegou a ser negado pelo juízo da 4ª Vara Criminal da Capital, mas o desembargador Ricardo Vital de Almeida determinou, posteriormente, as prisões preventivas. No caso de Amanda ela cumpre agora prisão domiciliar.

A defesa do padre Egídio ingressou junto ao STJ com o pedido de soltura, ou conversão da preventiva em domiciliar. O pedido foi indeferido pelo ministro Teodoro Silva, sem análise do mérito.

Em um parecer dessa semana o MP pede a manutenção da preventiva e refuta as teses apresentadas pela defesa do religioso, de que ele enfrenta problemas de saúde e é responsável por cuidar de familiares idosos.